Servidores cobram reajuste e cumprimento de plano

Milton Alves Júnior
miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br

Servidores públicos de 13 categorias perma-necem acampados em frente ao Palácio Governador Augusto Franco, em Aracaju. Desde a última terça-feira, 14, o grupo de sindicalistas promoveu o primeiro ato unificado deste ano a fim de pressionar o Governo do Estado para que possa ampliar o diálogo referente às campanhas salariais e implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV). Além do plano, os trabalhadores tentam entender quais são os critérios e as sistemáticas da Receita Corrente Líquida e a Despesa Líquida com Pessoal apresentada pelo governo. A mobilização está prevista para ter fim na tarde de hoje, porém, os líderes sindicais não descartam a possibilidade de novas atividades grevistas caso a mesa geral de negociações não seja imediatamente retomada.

Benefícios conquistados no ano passado, a exemplo do PCCV, permanecem retidos, segundo os manifestantes, e essa postura administrativa do governo contribuiu para que os sindicatos coligados com a Central Brasileira dos Trabalhadores e Trabalhadoras (CTB/SE), e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) deflagrassem a promoção deste ato que tem a previsão de durar 48 horas. Impaciente com uma possível falta de diálogo entre secretarias e servidores, Diego Araújo, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Públicos do Estado de Sergipe (Sintrase), pediu sensibilidade por parte do governador Jackson Barreto para que os pleitos sejam conquistados e a população não venha a sofrer com uma paralisação geral e por tempo indeterminado.

Questionado sobre o andamento das negociações ao longo dos últimos seis meses, o sindicalista confessou que mínimos, porém existentes avanços estão sendo conquistados por parte das categorias. "Sexta-feira passada conseguimos que o Diário Oficial publicasse o decreto que regulamenta o pagamento da periculosidade para o vigilante escolar. Isso representa um acréscimo de 270 reais para 1.500 servidores. É um avanço, é claro que estamos avançado, mas além disso nós queremos que o plano seja cumprido na sua plenitude. Estamos com reunião marcada com a Procuradoria Geral do Estado (PGE) e com a Seplag", afirmou. Para a manhã de hoje está agendada uma reunião geral com todos os líderes sindicais. O encontro tem como principal pauta definir o futuro das mobilizações no Estado.

No contraponto ao que foi dito pelo Sintrase, a presidente do Sindicato dos Enfermeiros, Shirley Moraes, garante que não houve nenhum tipo de avanço para nenhuma das categorias que participam das atividades grevistas. Segundo a crítica, é preciso que o governador busque pacificar o diálogo junto à classe trabalhadora e contribua com avanços reais para Sergipe. "Não houve avanço e por isso decidimos unir nossas forças para que possamos ter nossa voz ouvida. Quase todas as categorias da saúde estão paralisadas e os enfermeiros aderiram ao movimento em massa", declarou. Por sua vez, o Sindicato dos Policiais Civis garante que o secretário de segurança, Mendonça Prado, mostrava interessado em buscar melhorias, mas até o presente momento nenhum ato real foi feito em prol dos policiais.

Compartilhe esta notícia