Servidores da PMA paralisam atividades e cobram salários de maio

Milton Alves Júnior
miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br

Sem receber ainda os salários de maio, servidores da Prefeitura de Aracaju ligados à Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) decidiram cruzar os braços na manhã de ontem por aproximadamente três horas. A paralisação temporária serviu como forma de protesto pelo atraso ocasionado na gestão de João Alves Filho e deve ser novamente realizada na capital sergipana caso o salário não seja pago. Devido a esta mesma problemática, esta semana servidores da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) também já haviam cruzado os braços. Ao contrário da ideologia dos agentes, na próxima segunda-feira, 08, mais de 400 entram em greve por tempo indeterminado.

A insatisfação também é refletida por professores, setores operacionais e técnicos que lamentam o atraso gerado pela prefeitura e exigem que a situação seja imediatamente contornada pelos atuais gestores. Segundo a direção do Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Aracaju (Sepuma), as categorias profissionais que prestam serviços para a administração municipal não descartam a possibilidade de paralisações gerais e atos públicos já na próxima semana, caso os salários não sejam depositados em até 48h. Em nota oficial a Secretaria Municipal de Fazenda informou que "todos os servidores da administração indireta, entre fundações, empresas e superintendência, receberão o salário até o quinto dia útil do mês, ou seja, até a próxima segunda-feira, dia 8 de junho", garantiu.

Apesar da resposta apresentada pelo prefeito através de nota, ha quem não acredite no teor do comunicado. Para o servidor Jorge Luís Melo, ao contrario do que foi prometido durante a campanha política de 2012, os trabalhadores da Prefeitura de Aracaju têm enfrentado problemas não registrados na capital sergipana há mais de 20 anos. "Sinceramente, acho que desde a passagem de Almeida Lima que a gente não enfrenta tanta coisa miúda que incomoda os servidores. Se alguém disser que está feliz com essa administração de João pode ter certeza que trata-se de algum cargo comissionado que recebe muitas vezes até cinco vezes mais que a gente. Por isso que estão todos pensando em parar o sistema", disse.

Na opinião do agente de trânsito Ronalty Rocha, a falta de diálogo entre gestores e servidores tem contribuído para o descontentamento. Durante a mobilização realizada na entrada principal da sede da própria SMTT, o grupo formado por aproximadamente 40 profissionais cobrava mais atenção para a categoria. "O que entristece a todos aqui, e ao mesmo tempo revolta, é que para alguns servidores esse salário já saiu desde a segunda-feira pela manhã, mas para outros não. Como é que o prefeito e seus auxiliares, incluíndo Nelson Felipe, que que a gente fique feliz? Desse jeito não tem esse trabalhador que fique satisfeito com essa forma aí de governo onde nós não somos ouvidos e os nossos salários só fazem atrasar", lamentou.
 
Resposta – Ao se deparar com o ato, o superintendente disse não ter gostado da situação, muito menos dos transtornos que a atitude dos agentes estaria causando para milhares de condutores veiculares de Sergipe. Em entrevista coletiva concedida na manhã de ontem, Nelson Felipe pediu mais conscientização por parte da categoria. O gestor ainda garantiu estar disposto para estreitar os laços comunicativos com representantes dos agentes e evitar que outras paralisações sejam protagonizadas. "Estamos sempre dispostos a conversar sobre a melhoria do nosso trabalho, basta nos procurar e solicitar uma reunião, o que não aceitamos é uma interdição dos serviços sem prévio aviso. Sobre o salário, ele deve sair até segunda, até lá não estaremos ferindo os direitos dos trabalhadores", informou.

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