Servidores da saúde cobram implantação do PCCV

Monique Oliveira
moniqueoliveira@jornaldodiase.com.br

Na tentativa de sensibilizar os deputados para que convençam o governador Marcelo Déda a retomar a mesa de negociação sobre a implementação do Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos da Saúde, parada há quatro meses, uma comissão de servidores esteve ontem na Assembleia Legislativa para entregar um dossiê aos 24 parlamentares.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa), Augusto Couto, o documento é um termo assinado pelos 12 sindicatos da saúde do Estado, pelo Governo e pelo então secretário de Estado da Saúde, Antônio Carlos Guimarães, comprometendo-se a implementar o Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos em 2012 e finalizando em 2014, mas o termo não foi cumprido.
"Estamos entregando esse documento para os deputados terem ciência. Muitos da situação têm ciência desse termo de compromisso. O próprio Francisco Gualberto foi para a imprensa e apoiava naquele momento o nosso plano. E por que agora o governo deu para trás e não quer conversar com as categorias?", questionou Couto.
Com relação a possibilidade de greve Couto afirmou que esse será o último recurso da categoria, pois a intenção é continuar com as mobilizações. "Do jeito que está a saúde, se nós paralisarmos as atividades vamos prejudicar muita gente. Mas, é uma pressão que o sindicato vai ter que fazer". O sindicato irá convocar ainda uma assembleia com a categoria para indicar novas mobilizações.

Na agenda de mobilizações, o Sintasa também pede melhores condições de trabalho para os servidores. Conforme Couto, a situação é precária em vários hospitais do interior, além do que se vê na capital. No hospital de Tobias Barreto, por exemplo, há informações de que faltam oxímetro (aparelho de oxigênio), termômetro, álcool, entre outros.
"Nem superintendente tem. Praticamente o hospital de lá está entregue às baratas. Fora os outros em que faltam medicamento e o básico como luvas e gaze. Há uma série de situações que necessitam do próprio governo do Estado fazer uma implementação de incentivo e melhoria para esses servidores e para a população. A Fundação Hospitalar precisa dar um suporte financeiro, o que foi passado para os sindicatos e para os servidores é que a Fundação ia melhorar em tudo, e não estamos vendo isso. Há uma decadência de medicamentos e na estrutura gerencial da gestão", denunciou.

Seplag – Por meio de nota, a assessoria de comunicação da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag) informou que atualmente, o Estado está no chamado limite prudencial e, nesta situação, a Lei de Responsabilidade Fiscal proíbe que planos de carreira sejam alterados no momento. Sendo assim, a implementação deles só pode ocorrer quando o Estado não estiver mais sujeito às restrições dessa lei. Porém, o Governo de Sergipe, por meio da Seplag, continua disposto a desenvolver soluções que possam ser implementadas quando o Estado não estiver mais sujeito a estas sanções.

Explicações – Em nota, a Fundação Hospitalar de Saúde esclarece que tem luvas e gaze em estoque na Central de Logística e que o fornecimento é feito baseado no pedido da Unidade. Em relação ao oxímetro que quebrou, este está sendo substituído. Quanto à superintendente, a FHS informa que ela pediu afastamento para assumir outra tarefa em outro órgão. Um novo nome já está sendo avaliado para assumir o cargo. Já a Diretoria de Planejamento da Secretaria de Estado informa que está em execução de um projeto para reforma da Unidade.

Compartilhe esta notícia