Milton Alves Júnior
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Reunidos para debater o futuro das mobilizações a respeito do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) voltado para funcionários estatutários, cerca de 30 servidores públicos da Saúde promoveram na tarde de ontem uma assembleia extraordinária e garantiram que nesse primeiro momento não existe a possibilidade das categorias deflagrarem greve. Previsto para ocorrer no auditório do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), o encontro teve que ser realizado na calçada do hospital porque o local interno estava sendo utilizado para realização de um curso.
Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa), Augusto Couto, para não prejudicar o andamento das negociações, as categorias decidiram realizar a assembleia na entrada principal do Huse. "Já havíamos requisitado o espaço há muito tempo, e estava devidamente reservado para essa assembleia, mas tentaram prejudicar nossa atividade com a realização de um curso que só tem dois integrantes. Como não podemos parar, debatemos as mobilizações aqui na frente mesmo", declarou.
Devido à repercussão da intervenção ética solicitada pela direção do hospital ao Conselho Regional de Medicina, a diretoria do Sindicato visitou essa semana o Huse e a Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, e garantiu contribuir com os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). "Esse não é o momento ideal para que possamos cruzar os braços. Estamos tentando entrar em acordo com a Secretaria de Estado da Saúde e a direção aparentemente vem concordando com o pleito de algumas categorias. Porém, antes de tudo, nos estamos preocupados em não prejudicar os usuários, por isso não pensamos em deflagrar greve", anunciou.
Entre os profissionais que participaram da assembleia estavam médicos, enfermeiros, cirurgiões dentistas e auxiliares técnicos. Segundo esclarecimentos repassados pela assessoria de comunicação da Secretaria, o assunto requer cautela e não existe perspectiva de conclusão do debate sobre o PCCV para estatutários. Porém, para que o resultado do processo seja satisfatório para ambas as partes, diversas mesas de negociação estão sendo promovidas, inclusive com a parceria da Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag).


