Milton Alves Júnior
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Profissionais da saúde que atuam nos postos de atendimento administrados pela Prefeitura de Aracaju farão uma paralisação de 24 horas na próxima segunda-feira, 01de fevereiro. A suspensão dos serviços ocorre em até 70% das funções devido ao não pagamento salário referente a este mês de janeiro. Na manhã de ontem representantes de 11 categorias estiveram reunidos com gestores das secretarias de Governo, Saúde, Fazenda e Comunicação. O prefeito João Alves, que era esperado com certa ansiedade para o diálogo, não compareceu e apenas mandou informar que o pagamento deste mês só deve ocorrer até o dia 12. Indignados com a recorrência dos fatos, os servidores garantiram que as assistências de saúde só devem retornar à normalidade quando o pagamento for debitado na conta de todos os trabalhadores.
A primeira classe trabalhadora a aderir ao movimento unificado é a dos enfermeiros, que, já a partir das 6h30 estará se reunindo em frente à Unidade de Pronto Atendimento Nestor Piva, zona Norte de Aracaju. Na tentativa de minimizar os impactos que a greve deve provocar, após a reunião geral, representantes da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), e da Secretaria Municipal de Fazenda, abordaram alguns líderes sindicais e informaram que, dentro do possível, iriam providenciar este pagamento para até a próxima sexta-feira, 05. Para piorar ainda mais a situação, a administração pública já garantiu que os salários de fevereiro e março podem ser pagos fora do mês de atuação.
Como forma de pressionar o prefeito e os respectivos auxiliares, ao longo dos últimos 15 dias, o programa ‘horário estendido’ dos postos de saúde foi suspenso. A presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Sergipe (SEESE), Shirley Morales, lamenta a falta de respeito com os funcionários públicos e enaltece a paciência da categoria. "Passamos o ano de 2015 todo tentando solucionar esses problemas, e como eles continuam nos causando impasses em 2016, o jeito é ir para as ruas e lutar por nossos direitos. As promessas foram quebradas e a prefeitura perdeu a credibilidade junto aos servidores. Essa história de tentar pagar dia 05 não resultou nenhum ponto de confiança justamente por outras garantias terem sido desrespeitadas pela gestão que aí está", afirmou.
Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa), Augusto Couto, a categoria esperava da prefeitura o pagamento do salário de janeiro até ontem, ou seja, pagamento dentro do mês de trabalho como era rotina anterior, mas isso não ocorreu. "Recebemos a notícia que a prefeitura espera pagar todos os servidores da Saúde até o dia 12 de fevereiro, e diferente do pagamento de dezembro não será dividido por letra. Diante disso, a gestão não nos dá outra alternativa do que mobilizar a categoria para uma paralisação e uma possível greve", explica Augusto Couto, acrescentando que, além da pendência do salário de janeiro, os servidores sofrem com o atraso do pagamento do terço das férias e vale-transporte dos servidores.
A última paralisação de 24 horas da categoria foi no dia 21 de janeiro, quando os servidores se reuniram na frente da Secretaria Municipal de Saúde, como forma de repúdio pelo atraso do pagamento de dezembro que ocorreu somente na madrugada do dia 20 para 21. "Tememos que esse atraso demorado ocorra novamente e não podemos tolerar isso", completa o presidente do Sintasa.


