Servidores do INSS iniciam paralisação em Sergipe

Por tempo indeterminado, servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) decidiram suspender parcialmente as atividades no estado de Sergipe, em sinal de adesão ao movimento nacional. Entre as reivindicações da categoria estão recomposição de perdas salariais, valorização profissional e melhores condições de trabalho. A paralisação foi aprovada em plenária nacional realizada no sábado (13), convocada pela Federação Nacional de Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps). A decisão da classe trabalhadora não foi surpresa para a administração do Instituto; na semana passada o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos já havia sido notificado sobre esta perspectiva.
Pelo governo federal foi destacado que este ano uma proposta foi apresentada à categoria a qual prevê ganho acumulado de 24,8% entre 2023 e 2026 para os servidores ativos e inativos. De acordo com a pasta, esse ganho cobre as perdas inflacionárias do governo atual e parte das perdas de gestões anteriores. A atual proposta também prevê alongamento da carreira de 17 padrões para 20 padrões; manutenção da remuneração de ingresso do nível superior e nível intermediário com valorização do vencimento básico e criação de gratificação de atividade em substituição à Gratificação de Atividade Executiva (GAE). Neste período de instabilidade entre gestão e servidores, o INSS pede aos usuários do sistema que fiquem atentos às seguintes orientações:
“Mais de 100 serviços do órgão podem ser realizados pela plataforma ‘Meu INSS’, disponível para download em celulares com conexão com a internet e para acesso via computador. A Central de Atendimento 135 também funciona de segunda-feira a sábado, das 7h às 22h. Os segurados que necessitarem de algum serviço do INSS, como requerimento, cumprir exigência, solicitar auxílio-doença, por exemplo, podem usar esses meios. Ainda assim, a paralisação pode afetar os processos de concessão de benefícios como aposentadoria, pensões, Benefício de Prestação Continuada (BPC), atendimento presencial e análise de recursos e revisões. É preciso deixar claro que a mobilização não atinge o setor destinado à perícia médica.”

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