Milton Alves Júnior
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Depois de 65 dias em greve, os servidores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) retomam as atividades a partir das 7h de hoje, um dia depois de a categoria ter decretado o fim do movimento. Os profissionais e o governo chegaram a um acordo ontem.
Adilson Ferreira, presidente do Sindicato dos Condutores de Ambulâncias do Estado de Sergipe (Sindiconam), destacou que os servidores saíram da greve com avanços importantes, entre eles, a redução de carga horária de 36 para 24 horas, incorporação do fixo e variável dos servidores da Secretaria de Estado da Saúde (SES) com a média de 4,35 plantões, aumento de diária de R$ 30 para R$ 36. As primeiras 6h já serão adequadas a partir de agosto. As horas extras serão discutidas no Ministério Público do Trabalho. Ficou definida ainda a retomada imediata da mesa de negociação e o ajuste no auxílio alimentação, além do pagamento de insalubridade para radio-operadores e telefonistas e equiparação salarial entre enfermeiros da Fundação Hospital de Saúde (FHS) e SES. Neste último ponto, o sindicalista ressalta que a mudança corrige uma diferença de R$ 900 entre os profissionais de enfermagem que atuam nas unidades de saúde da autarquia e em outros espaços de atendimento da rede. "Conquistamos melhorias que vão refletir nas condições de atendimento à população através de um trabalho mais qualificado", ressalta.
Adilson também salientou a importância da participação da secretária da SES, Joélia Silva Santos, e de outros gestores do governo na abertura do diálogo com o governador Jackson Barreto, que recebeu a comissão de greve na tarde da última quarta-feira, fechando as negociações na manhã de ontem com uma nova reunião realizada pela manhã na sede da FHS.
Além do governador, a categoria foi recebida pelo secretário da Casa Civil, Zezinho Sobral, de Governo, Benedito Figueiredo, secretária Joélia Silva, secretário da Seplag, João Augusto Gama, e pelo diretor geral da FHS, Hamilton Santana.
Segundo Adilson, o governador demonstrou sensibilidade ao receber o comando de greve e ao compreender que o movimento foi realizado em prol da luta dos direitos da categoria. "Ficamos satisfeitos com a reunião" mencionou. "A greve acabou ontem e hoje estamos retomando a partir das 7h. Isso não aconteceu ontem porque não houve tempo hábil para organizarmos o retorno", enfatiza.
A categoria também deixou a sede da SES, local onde os servidores ficaram acampados por cinco dias como forma de pressionar o governo à abertura de um diálogo.
Durante o período da greve, iniciada no dia 27 de março, as escalas foram montadas com 50% da frota trabalhando, mais do que 30% exigidos por lei.
Além de reajuste salarial, os profissionais querem negociar com o governo melhorias de trabalho, incluindo as condições de ambulâncias.


