Servidores estaduais fazem paralisação

Milton Alves Júnior

 


Na luta por reajuste salarial e pagamento dentro do mês vigente, servidores públicos servidores públicos estaduais atuantes nas áreas da saúde, educação, administrativa, agricultura, e da segurança pública de Sergipe estão com os serviços parados em até 70%. Conforme acordado entre sindicatos e trabalhadores, a paralisação segue até a noite de amanhã, quando as categorias encerram a paralisação com um ato coletivo em frente ao Palácio dos Despachos, na Avenida Adélia Franco, em Aracaju. A expectativa por parte dos sindicalistas é que participem servidores que atuam em um dos 75 municípios sergipanos.

Algumas categorias já se articulam para realizar assembleias que podem resultar em greve por tempo indeterminado esse é o caso dos servidores da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz). Se de um lado os funcionários protestam, do outro, em contrapartida, os gestores públicos alegam que na atual conjuntura a secretaria não tem recursos financeiros para atender o pleito dos servidores e lamenta as perdas na arrecadação estadual de recursos por causa da paralisação de três dias. A assembleia da categoria está prevista para ocorrer no próximo dia 18.

A Secretaria de Estado de Planejamento Orçamento e Gestão (Seplag) diz reconhecer os pedidos impostos pelos servidores, mas que, assim como outras unidades federativas do Brasil, o Estado de Sergipe também enfrenta dificuldades financeiras ao ponto de ser obrigado a quitar o pagamento salarial apenas no mês seguinte. De acordo com o secretário Rosman Pereira, o "Governo de Sergipe tem trabalhado para incrementar arrecadação do Estado com o intuito de ter condições de pagar os salários dos servidores dentro do mês. Estamos trabalhando com o mesmo orçamento do ano de 2010, que foi de R$ 8 bilhões", disse.

Até a tarde de hoje dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Públicos do Estado de Sergipe (Sintrase) estarão realizando visitas em órgãos públicos a fim de avaliar o índice de adesão ao movimento. A perspectiva é que pelo menos 60% dos servidores estejam engajados na paralisação. Sobre a adesão, a diretoria do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol) informou que até amanhã o serviço será realizado apenas por 30% do efetivo geral – índice mínimo exigido pela Constituição Federal por se tratar de um serviço considerado essencial. Até o final da paralisação estarão sendo protocolados apenas os autos de prisões em flagrante, termos de ocorrências circunstanciados e guias de exames em vivos (lesão corporal e estupros) e mortos (necropsia) no IML.

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