Servidores marcam uma greve de 3 dias

Servidores públicos estaduais estiveram reunidos na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em Aracaju, para oficializar a greve geral prometida na semana passada por todos os sindicatos de profissionais ligados à saúde pública. Diante do difícil diálogo entre a classe trabalhadora e o Governo do Estado, outros grupos passaram a compor o ato público a ser realizado nos próximos dias 22, 23 e 24. Agora, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (Sintese), o Sindicato dos Agentes da Polícia Militar, e o Sindicato dos Servidores da Justiça do Estado de Sergipe (Sindjus), também compõem o movimento grevista. O anúncio foi feito na manhã de ontem pela direção da CUT.

Conforme destacado pela comissão sindical que organiza a greve, os servidores têm se queixado da não resposta do Estado sobre a implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV), bem como recomposição salarial para as categorias. Paralelo a estes benefícios pleiteados há mais de um ano, os grevistas também irão cruzar os braços como forma de pressionar o governador em exercício Belivaldo Chagas para que melhores condições de trabalho sejam atribuídas para todos os trabalhadores celetistas e estatutários.

Dando início aos atos, no dia 22 as categorias pretendem se concentrar nas intermediações da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), onde a partir das 8h seguirão em marcha até o Hospital de Urgências de Sergipe. Já no dia 23 todos os sindicatos irão promover mobilizações em pontos distintos como forma de abranger o movimento grevista. Durante entrevista coletiva o Sintese informou que a categoria vai promover um balanço geral das ações negativas promovidas pelo Estado desde janeiro de 2015. Entre estes aspectos negativos estariam os altos salários pagos aos cargos de comissão.
Na avaliação da presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Sergipe (Seese), Shirley Moraes, um conjunto de retrocessos colaborou para a unificação do ato. "Todos devem andar de mãos dadas para vencermos essa situação. Para chegar a uma greve geral aconteceu, sim, uma série de fatores desfavoráveis aos servidores. O que mais nos indigna é a não valorização do trabalhador por parte do governo e por isso o sistema será parcialmente interrompido", declarou.

No último dia de mobilização haverá uma grande caminhada pelas principais ruas e avenidas da capital sergipana. A concentração ocorrerá a partir das 14h no Parque da Sementeira, quando os servidores seguirão até o Palácio dos Despachos. Ao término da caminhada, uma assembleia extraordinária será realizada com unificação de todos os sindicatos a fim de estudar o respaldo democrático do movimento.
Para a direção da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), esta greve de três dias não gira apenas em torno das questões salariais, mas sim, diante da preocupação que todos os trabalhadores possuem no que se refere à qualidade dos serviços que o Estado fornece aos contribuintes.
Na avaliação apresentada por Valdir Rodrigues, vice-presidente estadual da CTB, já estava na hora de os sindicatos se unirem em prol do avanço coletivo. "Precisamos do apoio de todos para que melhorias emergenciais sejam atribuídas para o povo sergipano que enfrenta dificuldades no acesso aos direitos constitucionais. Nos reunimos nesta coletiva para apresentar a programação de ações públicas e para alertar os administradores públicos: Se não houver avanços, a greve deve se tornar por tempo indeterminado", ressaltou.

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