Kátia Azevedo
Vigilantes, merendeiros, executores e auxiliares administrativos que atuam em escolas da Secretaria de Estado da Educação (SEED) se acorrentaram na manhã de ontem nas grades do portão do prédio do órgão em protesto por melhorias salariais e condições de trabalho.
O ato público foi organizado pelo Sindicato dos Servidores Públicos, Auxiliares Administrativos e Operacionais da Educação (Sintreducase), que integra o Movimento Acorda Servidor.
"O objetivo desta manifestação é chamar a atenção da secretaria para os baixos salários que a categoria vem recebendo, de R$ 560 líquidos, bem menor que o exigido pela Constituição", destaca Johan Bezerra, representante do Sintreducase.
Ele enfatiza ainda que há dois anos a categoria não tem reajuste e nem previsão para plano de carreira. Os servidores cobram também melhores condições de trabalho e o recebimento da periculosidade e insalubridade.
Johan Bezerra salientou ainda que o plano de cargos e carreiras negociado entre o Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Públicos do Estado de Sergipe (Sintrase) e o governo não contempla a categoria.
"O Sintrase não nos representa desde 2005, quando foi criado o Sintreducase, que já entrou com ações e ganhou na justiça o reconhecimento de legitimidade para atuar em defesa dos direitos dos servidores que atuam nas escolas", explica.
Ele diz que diante disso a categoria reivindica junto ao governo participação nas discussões de instalação do Plano de Cargos e Carreiras em Remuneração, pagamento e incorporação de adicionais de periculosidade e insalubridade, além da realização de concurso público para a contratação de mais profissionais.
Ele ressaltou que apesar do governo alegar limite prudencial fiscal para atender as reivindicações da categoria, o executivo continua contratando terceirizados para realização de serviços na Secretaria de Estado da Educação.
Na tarde de ontem, o grupo realizou reunião para novos encaminhamentos de mobilizações. O ato público também teve a participação de profissionais ligados ao Sindicato dos Trabalhadores da UFS, integrantes do Movimento Não Pago e Sindicato dos Vigilantes. No final da manhã de ontem, a Secretaria de Estado de Planejamento (Seplag), responsável pela negociação salarial com os servidores, recebeu a categoria.


