Monique Oliveira
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A pior seca dos últimos 50 anos e o consumo de água elevado tem obrigado a Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) a realizar rodízio em sete municípios sergipanos: Frei Paulo, Itabaianinha, Pinhão, Tomar do Geru, Lagarto, Riachão do Dantas e Simão Dias. Nessas localidades, os mananciais existentes apresentam queda no volume de produção.
Segundo informações prestadas pela assessoria de comunicação da Deso, de 160 municípios nordestinos que enfrentam rodízio, Sergipe abrange apenas sete. Neles o abastecimento é feito em dias alternados devido ao consumo elevado de água, além da redução do nível das fontes próprias de abastecimento. No restante do estado, devido à construção e ampliação de adutoras que captam água do rio São Francisco, as chances de um racionamento ocorrer são pequenas.
"A produção de água potável é superior à demanda, mas não o suficiente para atender aos excessos do consumo", alertou o diretor de Operações da Deso, Sílvio Múcio.
Segundo o técnico, entre os meses de dezembro a abril a empresa aumentou em 20% a produção do volume de água. Só para a Grande Aracaju, são 3.9 mil litros de água por segundo aduzidos de quatro mananciais (Poxim, Ibura, Pitanga e São Francisco). "Assim, a Deso dispõe de uma produção de água acima da demanda necessária e, desde 2009, tem evitado adotar o rodízio", colocou Múcio, acrescentando que mesmo no verão, Aracaju não é afetada por falta de água.
"Em casos pontuais, a interrupção do abastecimento do recurso hídrico é feita para que equipes técnicas executem a manutenção corretiva ou preventiva, com o objetivo de garantir o funcionamento do sistema de fornecimento de água. Esse é um procedimento efetuado por qualquer empresa prestadora de serviços como a Deso", esclareceu Sílvio Múcio.
São Cristóvão – Mais uma vez a população do município de São Cristóvão está sofrendo com a falta de água que atinge alguns pontos da cidade como, por exemplo, Alto da Divineia, centro comercial e Alto Santo Antônio.
Segundo a moradora da região, Isis do Rosário, há quatro dias está sem uma gota d’água nas torneiras. A dona de casa relatou que já tentou por diversas vezes falar com algum responsável do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Cristóvão (Saae), mas ninguém atende. "Mesmo sem utilizar o serviço a gente continua recebendo a conta de água enviada pelo Saae", reclamou Isis, querendo saber por qual motivo o Saae não presta esclarecimento à população sobre o que está ocorrendo, tampouco, quando o abastecimento será normalizado.
O JORNAL DO DIA tentou entrar em contato por telefone com o diretor presidente do Saae, Tadeu Rosa, mas não obteve êxito e nem retorno por parte do mesmo.


