Sindicalistas lavam escadas de Secretaria

Milton Alves Júnior
miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br

Na manhã de ontem servidores públicos ligados ao Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Públicos do Estado de Sergipe (Sintrase) realizaram uma lavagem simbólica nas escadarias da Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag). O objetivo principal da encenação era cobrar da administração estadual a implantação do Plano de Cargos, Carreira e Vencimento para diversas categorias. Caracterizados, os manifestantes utilizaram sabão em pó, flores, sal grosso e até um caminhão pipa. Durante a mobilização dos cerca de 30 manifestantes, nenhum representante do órgão estadual compareceu para conversar com os sindicalistas.

Para o presidente do Sintrase, Waldir Rodrigues, a manifestação tem como meta dar continuidade a serie de reivindicações em prol de benefícios a serem destinados aos trabalhadores. Com mais esse ato público, a expectativa é que os administradores ‘abram as portas da Seplag’ para que uma reunião seja promovida. "Queremos nos encontrar para que possamos apresentar todo o nosso pleito e tirar essa urucubaca que persiste em nos acompanhar. Chega de salários baixos, falta de condições de trabalho e desvalorização profissional daquele que se dedica a construir o futuro de Sergipe", afirmou.

Segundo cálculos do Sintrase, desde o mês de outubro do ano passado o plano de carreira do trabalhador continua arquivado no gabinete do ex-secretário Oliveira Junior. Isso ocorre em decorrência do antigo gestor ter deixado a pasta para se tornar assessor especial do Governo Déda. "A última vez que nos reunimos? Não lembro! Isso mostra o quanto os nossos administradores estaduais estão preocupados com as nossas reivindicações. Até o momento estamos realizando manifestações pacíficas, mas não podemos garantir que de abril em diante será assim também", alertou.

Com o governo efetuando pagamentos abaixo do salário mínimo e desrespeitando a legislação federal, Waldir concluiu a entrevista dizendo que as categorias não descartam a possibilidade de uma greve generalizada. "Se eles não nos atendem, nem procuram resolver o nosso plano de carreira, a única saída é parar e mostrar que não estamos mais aguentando esse desrespeito ao trabalhador. Enquanto muitos recebem salários acima de R$ 10 mil em Sergipe, outros não constam nem R$ 600 no contracheque. É uma vergonha, estão pagando pra trabalhar", completou.

Em nota oficial emitida pela assessoria de comunicação da Seplag, apesar de Oliveira Junior ter deixado a pasta no final do ano passado, ele continua à disposição dos servidores para que possa ser promovida uma reunião com o objetivo de buscar soluções para todos os trabalhadores.

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