Sindicato diz que 127 enfermeiros estão contaminados por covid-19

 

Um levantamento reali
zado pelo Conselho 
Regional de Enfermagem (Coren), em parceria com o Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Sergipe (Seese/Se), revela que ao menos 127 profissionais precisaram ser afastados das atividades funcionais após serem diagnosticados com o novo coronavírus. Paralelamente a esses dado, a direção sindical acredita que esses números podem ser ainda maiores em decorrência da falta de testes disponibilizados para os profissionais da saúde. O quantitativo presente nessa análise refere-se apenas aos trabalhadores que apresentaram sintomas por mais de três dias e foram submetidos ao teste. Mais de 80% desse afastamento ocorreu nos municípios que formam a região metropolitana de Aracaju.
Reforçando as críticas que vem apresentando ao longo dos últimos dois meses, a presidente do Seese, Shirley Morales, esclareceu que a classe trabalhadora tenta convencer os gestores públicos para disponibilizar lotes de testes para todos os profissionais que atuam diretamente em unidades de saúde, em especial, aos enfermeiros. De acordo com o sindicato, essa recorrente ausência de testes acaba contribuindo para que trabalhadores assintomáticos acabem infectando outras pessoas, entre elas, colegas da área de saúde e pacientes acolhidos por outras doenças. Há um mês o JORNAL DO DIA publicou um estudo realizado pela Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE) destacando que cerca de 9.200 profissionais em todo o país haviam se afastado após contrair a COVID-19.
Hoje esse número já ultrapassa a casa dos 15 mil. "Isso de forma oficial, podem ter certeza que se houvesse teste para todos os enfermeiros esse número espantoso seria muito maior; isso sem falar em outros colegas da área da saúde. Para nos causar ainda mais preocupação e revolta, continuam crescendo o número envolvendo mortes de trabalhadores que atuam para ajudar a salvar a vida das pessoas. Tenho destacado que o enfermeiro percebe que é um caso suspeito, mas não é afastado e nem tem acesso a testes. Essa situação é muito grave e tem contribuído para o aumento do índice de profissionais de saúde infectados, principalmente, aqueles de enfermagem", argumentou Shirley. 
No que se refere ao uso e fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), os dirigentes sindicais garantiram que o acesso a esses produtos segue com problemas já, que, parte deles está sendo distribuído apenas para trabalhadores que atuam diretamente com os pacientes diagnosticados com a covid-19. "Esse material tem sido fornecido quase em sua totalidade para pessoas que atuam no setor de Covid. Mesmo assim, às vezes, falta. Estamos mais uma vez chamando a atenção dos órgãos públicos para diminuir ao máximo o risco de novas infecções tanto para os enfermeiros, como também para as outras pessoas que a nós [profissionais da enfermagem] têm acesso direto", completou a presidente.
Contraponto – Em resposta às denúncias apresentadas pelo Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Sergipe, a Prefeitura de Aracaju informou que desde o mês de março tem intensificado todas as providências de maneira a garantir o fornecimento dos equipamentos aos profissionais de saúde que atuam na linha de frente no combate à Covid-19, seja nas Unidades Básicas de Saúde ou nos serviços de urgência e emergência. A Secretaria Municipal da Saúde enaltece também a necessidade do uso consciente desses equipamentos para que não ocorra um desequilíbrio no estoque e consequentemente a falta dos produtos de proteção individual. Em caso de ausência, a SMS pede que a direção da unidade informe imediatamente a ocorrência junto ao almoxarifado da secretaria.

Um levantamento reali zado pelo Conselho  Regional de Enfermagem (Coren), em parceria com o Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Sergipe (Seese/Se), revela que ao menos 127 profissionais precisaram ser afastados das atividades funcionais após serem diagnosticados com o novo coronavírus. Paralelamente a esses dado, a direção sindical acredita que esses números podem ser ainda maiores em decorrência da falta de testes disponibilizados para os profissionais da saúde. O quantitativo presente nessa análise refere-se apenas aos trabalhadores que apresentaram sintomas por mais de três dias e foram submetidos ao teste. Mais de 80% desse afastamento ocorreu nos municípios que formam a região metropolitana de Aracaju.
Reforçando as críticas que vem apresentando ao longo dos últimos dois meses, a presidente do Seese, Shirley Morales, esclareceu que a classe trabalhadora tenta convencer os gestores públicos para disponibilizar lotes de testes para todos os profissionais que atuam diretamente em unidades de saúde, em especial, aos enfermeiros. De acordo com o sindicato, essa recorrente ausência de testes acaba contribuindo para que trabalhadores assintomáticos acabem infectando outras pessoas, entre elas, colegas da área de saúde e pacientes acolhidos por outras doenças. Há um mês o JORNAL DO DIA publicou um estudo realizado pela Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE) destacando que cerca de 9.200 profissionais em todo o país haviam se afastado após contrair a COVID-19.
Hoje esse número já ultrapassa a casa dos 15 mil. "Isso de forma oficial, podem ter certeza que se houvesse teste para todos os enfermeiros esse número espantoso seria muito maior; isso sem falar em outros colegas da área da saúde. Para nos causar ainda mais preocupação e revolta, continuam crescendo o número envolvendo mortes de trabalhadores que atuam para ajudar a salvar a vida das pessoas. Tenho destacado que o enfermeiro percebe que é um caso suspeito, mas não é afastado e nem tem acesso a testes. Essa situação é muito grave e tem contribuído para o aumento do índice de profissionais de saúde infectados, principalmente, aqueles de enfermagem", argumentou Shirley. 
No que se refere ao uso e fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), os dirigentes sindicais garantiram que o acesso a esses produtos segue com problemas já, que, parte deles está sendo distribuído apenas para trabalhadores que atuam diretamente com os pacientes diagnosticados com a covid-19. "Esse material tem sido fornecido quase em sua totalidade para pessoas que atuam no setor de Covid. Mesmo assim, às vezes, falta. Estamos mais uma vez chamando a atenção dos órgãos públicos para diminuir ao máximo o risco de novas infecções tanto para os enfermeiros, como também para as outras pessoas que a nós [profissionais da enfermagem] têm acesso direto", completou a presidente.

Contraponto –
Em resposta às denúncias apresentadas pelo Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Sergipe, a Prefeitura de Aracaju informou que desde o mês de março tem intensificado todas as providências de maneira a garantir o fornecimento dos equipamentos aos profissionais de saúde que atuam na linha de frente no combate à Covid-19, seja nas Unidades Básicas de Saúde ou nos serviços de urgência e emergência. A Secretaria Municipal da Saúde enaltece também a necessidade do uso consciente desses equipamentos para que não ocorra um desequilíbrio no estoque e consequentemente a falta dos produtos de proteção individual. Em caso de ausência, a SMS pede que a direção da unidade informe imediatamente a ocorrência junto ao almoxarifado da secretaria.

 

Compartilhe esta notícia