Um protesto organizado na manhã de ontem por centrais sindicais, em frente ao Centro Administrativo da Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA), criticou a decisão do Município e do Estado de flexibilizarem as medidas de isolamento social, permitindo a reabertura parcial do comércio em Sergipe. Os manifestantes marcaram a data com um ‘banho de sangue ‘simbólico, derramando tintas vermelhas na porta da PMA, para alertar que a pandemia se alastra em Sergipe e cobrar a adoção do ‘lockdown’, considerada a medida mais rígida de restrição da circulação de pessoas, para reduzir o número de contaminados e mortos pela Covid-19.
A secretária de Relações do Trabalho da CUT/SE, Caroline Santos, alertou que além dos trabalhadores da saúde, a contaminação por Covid-19 já atinge todas as categorias de trabalhadores. "Na rede privada de saúde, 100% das UTIs estão ocupadas e temos a informação que na rede pública, o índice de ocupação das UTIs alcança 65%. Pelo crescimento do contágio em Aracaju e interior de Sergipe, entendemos que estamos muito perto do colapso da saúde e não podemos aceitar essas mortes aumentando porque o lucro não pode parar. Edivaldo e Belivaldo não podem ceder à pressão dos empresários sacrificando a saúde da população e muitas vidas", afirmou.
Segundo Cláudia Oliveira, secretária da Mulher Trabalhadora da CUT/SE, o crescimento da contaminação pela Covid-19 é a motivação para sair de casa e lutar pelo lockdown em Sergipe. "A gente já vê pessoas da nossa família contaminadas pela Covid-19 implorando que a gente não saia, mas a gente precisa sim sair e alertar ao governador e ao prefeito de Aracaju para que tenha mais cuidado e faça o lockdown. É importante que tudo feche e as ruas sejam trancadas. Todo esforço vale à pena para reduzir a contaminação e o número de mortes", alertou.
O ato desta terça-feira aconteceu ao lado de uma fileira com uma dezena de ônibus, aproximadamente, e coincidiu com a entrega destes novos carros para circular em Aracaju. O presidente da CUT/SE, Roberto Silva, aproveitou a presença e falou aos trabalhadores do transporte público sobre os riscos de contaminação.


