Em comunicado oficial, a direção do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgotos do Estado de Sergipe (Sindisan), se manifestou sobre recentes episódios de desabastecimento e as graves acusações de “sabotagem” proferidas pela concessionária Iguá e pelo Governo do Estado. Destacados em cinco tópicos, os sindicalistas buscaram desconstruir a narrativa oficial e segundo a classe trabalhadora, expuseram a tentativa de criminalizar profissionais para mascarar falhas de gestão.
O primeiro tópico foi apresentado: a Matemática do Desabastecimento: A Verdade sobre o Sistema; “a tentativa de atribuir a falta de água na Zona de Expansão, Mosqueiro, Santa Maria, Robalo e adjacências à quebra de um único registro beira o absurdo técnico. O sistema que abastece essa região é composto por adutoras provenientes de três frentes: Poxim, São Francisco e Cabrita; A Realidade dos Números: A rede supostamente “vandalizada” vem da Estação da Cabrita, que representa menos de 20% do volume destinado àquela área.” Já sobre o tópico 02: Desequilíbrio Operacional e Perda de “Know-how”, desde que a Iguá assumiu, esse trabalho de calibração foi perdido.
“Relatos indicam que válvulas estão sendo abertas e fechadas sem o rigor técnico necessário, ignorando as posições de equilíbrio que mantinham a rede pressurizada. O desabastecimento é, portanto, fruto de uma curva de aprendizado deficitária e da falta de habilidade operacional da nova concessionária”. O terceiro assunto abordado faz referência à “Sabotagem” de um Equipamento Deteriorado: “O SINDISAN teve acesso a registros fotográficos do equipamento danificado. As imagens revelam uma válvula em avançado estado de deterioração, o que torna tecnicamente impossível afirmar que o bloqueio foi fruto de ação humana deliberada em vez de fadiga de material ou falta de manutenção”.
Foi destacado ainda que: “as declarações da Iguá, endossadas pelo Governo, de que seriam necessários “conhecimentos específicos e chaves adequadas”, tentam lançar uma sombra de suspeição injusta e criminosa sobre os trabalhadores do saneamento. Causa estranheza que esse “vandalismo” tenha ocorrido justamente na rede de menor impacto – uma conveniência narrativa que serve como a “desculpa perfeita” para o fracasso da empresa em sua fase inicial.” O quarto ponto tratou da “Defesa da Dignidade do Trabalhador da DESO”, enquanto o último fez referência à “Dois Pesos e Duas Medidas”.
‘É lamentável observar a postura do Governo do Estado. Enquanto os trabalhadores da DESO sempre operaram com dedicação, enfrentando o sucateamento institucional, nunca contaram com a “defesa feroz” que o Executivo agora dedica à Iguá. O governo parece mais preocupado em proteger o prestígio da empresa privada do que em garantir o direito fundamental da população ao acesso à água. O SINDISAN informa que provocará todos os órgãos de fiscalização e instâncias jurídicas competentes para acompanhar o inquérito que apura a suposta sabotagem. Exigimos uma investigação técnica isenta, que não sirva de cortina de fumaça para a incompetência administrativa que hoje castiga o povo sergipano”, completou a nota pública. (MAJ)
Sindisan denuncia falhas dos operadores da Iguá


