Suposto atentado em Capela é investigado

O ex-prefeito de Capela Sukita (divulgação)

Peritos da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE), ligados à Superintendência da Polícia Civil, estão intensificando as apurações sobre o suposto atentado protagonizado por dois criminosos na última quarta-feira (24), contra Isadora Sukita (PT), pré-candidata à prefeitura de Capela, região Leste Sergipano. Filha do ex-prefeito Manoel Sukita, no momento da abordagem a pré-candidata estava acompanhada da respectiva equipe gravando vídeos para as respectivas redes sociais, com teor eleitoreiro. Durante estas gravações, um veículo se aproximou e os dois homens desembarcaram em posse de armas de fogo. As investigações foram iniciadas por profissionais da SSP que atuam na Delegacia Regional de Capela. Não há previsão de quando este caso será elucidado.
Via comunicado oficial, compartilhado no primeiro momento nas redes sociais, a atual prefeita da cidade, Silvany Mamlak, lamentou a ação criminosa e disse confiar nas atividades desenvolvidas pelo Estado diante da missão em colher e apreciar as informações, ouvir testemunhas e combater qualquer ato que proporcione medo aos moradores e turistas. “Tenho total convicção de que a Secretaria de Segurança Pública e as forças de segurança estarão de pronto na investigação do fato. Nossa terra é de homens e mulheres de bem, onde não há espaço nem para violência, nem para a mentira”, publicou. A chefa do Poder Executivo municipal estendeu o repúdio para movimentos que busquem intimidar qualquer candidato neste período eleitoral.
Nenhuma possibilidade sobre esta ocorrência está descartada pela Polícia Civil; isso inclui a possibilidade de a ação ter sido forjada, aparada por suposto interesse popular em meio ao final do período de convenções partidárias e início oficial das eleições municipais de 2024. A desconfiança é avaliada na cidade de Capela como uma postura natural em decorrência de no ano de 2017, Manoel Sukita ter denunciado atos de vandalismo praticados contra a prefeitura de Capela durante a transição da gestão de Ezequiel Leite. Também coordenada pela PC, o laudo pericial protocolado pelo Instituto de Criminalística revelou que o ato foi fictício, visando macular a imagem da gestão anterior.

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