Agentes da Polícia Federal prenderam ontem de manhã, em Carmópolis (Vale do Cotinguiba), um homem apontado como suspeito de integrar um grupo de extermínio baseado em Alagoas. O acusado, cujo nome não foi revelado, foi detido por volta das 6h na rua Otacílio Vieira de Melo, centro da cidade. Segundo a PF, as equipes federais cumpriram um mandado de prisão decretado contra o suspeito, além de um mandado de busca e apreensão. Depois da prisão, o suspeito foi levado para a Superintendência da PF em Maceió (AL), onde foi concentrado o comando da operação.
A ação em Carmópolis fez parte da chamada ‘Operação Tombstone’, deflagrada também nas cidades de Maceió, Pilar (AL) e Pirajuba (MG). Cerca de 130 policiais federais cumpriram 12 mandados de prisão temporária, um mandado de condução coercitiva e 18 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pela Justiça alagoana. Na operação, a PF e o Ministério Público de Alagoas investigaram um grupo responsável por 287 assassinatos ocorridos na cidade de Pilar, entre 2013 e 2014. Segundo as investigações, a quadrilha agia de forma violenta e sistemática, sob o falso motivo de promover uma redução na criminalidade local. A PF constatou ainda que, para manter seu anonimato, o grupo executava sumariamente não só criminosos, como também possíveis testemunhas. Os envolvidos também podem ser ligados a outros crimes, como tráfico de drogas, roubos e comércio ilegal de armas e munições.
Entre os outros presos, estão quatro policiais alagoanos, sendo dois investigadores da Polícia Civil e um capitão da Polícia Militar que foi flagrado em escutas telefônicas ordenando a execução de supostos criminosos, mulheres e até crianças. Um quinto acusado, um policial militar reformado, foi ferido com um tiro no peito, depois de reagir à abordagem dos federais, e está internado em um hospital de Maceió.


