Um suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas morreu ontem à tarde, durante um cerco de policiais a uma casa no bairro 13 de Julho (zona sul de Aracaju). Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), trata-se do paulista Alexandre Silvestre Ribeiro, o ‘Xande’, apontado como um dos principais traficantes na região de Carira (Sertão), onde havia se estabelecido há meses. Uma operação foi deflagrada ontem à tarde para cumprir pelo menos dois mandados de prisão e dois de busca e apreensão em Aracaju e Carira.
De acordo com a SSP, o confronto aconteceu durante o cumprimento de um dos mandados. Os policiais civis e militares cercaram uma casa alugada por ‘Xande’ na 13 de Julho e ele teria reagido à abordagem, atirando contra os policiais. Ao ser baleado, o suspeito foi socorrido ao Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), onde morreu. Na casa, os policiais encontraram com um revólver calibre 38. Segundo a SSP, ‘Xande’ decidiu alugar a casa há pouco tempo e dali fazia o gerenciamento do tráfico a distância, a fim de despistar as investigações da polícia.
Apurou-se ainda que ele já tinha sido preso em uma operação da Polícia Civil e Ministério Público de São Paulo na Baixada Santista, em 2017, por tráfico internacional de drogas. Na época, mais de 60 quilos de cocaína foram apreendidos. ‘Xande’ era líder de um esquema de remessa de entorpecentes enviados para o estado de Sergipe e foi preso em Vila Guilhermina, em Praia Grande, com duas pistolas, sendo uma de uso restrito do Exército.
Na mesma operação de ontem, a polícia sergipana prendeu Crislan Sobral dos Santos, flagrado com uma pistola calibre 380 e 140 pinos de cocaína. Ele já tinha passagem pelo sistema prisional, por furto a uma agência dos Correios. Crislan foi detido em Carira, onde foram cumpridas buscas e apreensões em mais três imóveis. Os dois investigados, conforme a SSP, compunham um núcleo de tráfico de entorpecentes responsável pela remessa interestadual de drogas. O trabalho da polícia continua para localizar mais substâncias entorpecentes, bem como bens que foram adquiridos com dinheiro oriundo do tráfico.
A operação foi realizada pela Delegacia Regional de Carira e pelo Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), com o suporte da Divisão de Inteligência da Polícia Civil (Dipol), da Companhia Independente de Operações Policiais em Área de Caatinga (Ciopac) e do 11ª Batalhão da Polícia Militar (11º BPM),


