Suspeito que produz documentos falsos é investigado

Sobre as análises periciais, a Superintendência da Polícia Civil destacou também que o acusado costumava demonstrar como se cria um documento falso com a utilização de aplicativos de telefone móvel, tabletes e computadores.

Contra a produção e venda de cursos voltados para a produção de documentos falsos, agentes da Polícia Civil do estado de Sergipe realizaram no início da manhã de ontem uma operação no município de Maruim. Coordenado pelo Departamento de Crimes contra o Patrimônio (Depatri), por meio da Delegacia de Defraudações e Combate à Pirataria (DDCP), a ação cumpriu o mandado de busca e apreensão na residência do suspeito. Conforme destacado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE), o inquérito identificou a existência de seis vídeos em que o investigado ensinava a falsificação – com base em boletos de pagamentos de energia, água, telefone -, e ainda demonstrava como criar o documento falso por meio de aplicativos de celular.
Responsável por conduzir as investigações, a delegada Suirá Paim, revelou que, em posse de denúncias, o Poder Judiciário deferiu o pedido de mandado de busca e apreensão na residência do investigado. A perspectiva da operação era apreciar o teor das denúncias, apreender objetos relacionados com à possível prática criminosa, e dar seguimento aos encaminhamentos capazes de inibir a atuação. Sobre as análises periciais, a Superintendência da Polícia Civil destacou também que o acusado costumava demonstrar como se cria um documento falso com a utilização de aplicativos de telefone móvel, tabletes e computadores. A delegada enalteceu que o sucesso desta operação ocorreu em virtude do compartilhamento anônimo de informações privilegiadas.
“Após uma denúncia anônima, informando que alguém estaria ensinando a falsificar comprovantes de residência, iniciamos a investigação, e ficou constatada a existência de seis vídeos. Além de falsificar, ele também vendia documentos. Após algumas diligências e levantamentos, identificamos que seis vídeos tinham sido publicados. Inclusive, nos comentários, ele fornecia os dados bancários para que os interessados fizessem o pagamento via Pix para que ele confeccionasse o documento com os dados falsos”, destacou Suirá Paim. Concluída esta fase da atuação policial, a Secretaria de Estado da Segurança Pública informou no início da tarde de ontem – em comunicado oficial -, que o inquérito policial foi finalizado e remetido à Justiça.

Compartilhe esta notícia