Suspeitos do assassinato de sargento são mortos em confronto com a PM

Dois homens foram mortos na tarde de ontem em confronto com policiais da Rádio Patrulha e Comando de Operações Especiais (COE). O fato ocorreu no bairro Bugio, em Aracaju, por volta das 14h30. Os mortos eram os principais suspeitos de ter executado na noite anterior o sargento da Polícia Militar, Sílvio Diógenes dos Santos, 48 anos, num bar em Aracaju. Conforme informações apresentadas pelo departamento de Relações Públicas da PM, os militares estavam em busca dos suspeitos quando iniciaram uma intensa troca de tiros. No confronto os fugitivos foram atingidos. Um terceiro homem que estava acompanhando os acusados também foi atingido e encaminhado para o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse).

O confronto policial ocorreu justamente no momento em que o corpo do sargento seguia em cortejo fúnebre até o cemitério Santa Isabel. No momento do ataque, o sargento Diógenes estava de folga, acompanhado filho de 16 anos, e assistindo ao jogo da seleção brasileira contra o Peru. Durante o sepultamento os familiares e amigos foram informados via aplicativos de celular sobre a morte dos acusados de cometer o homicídio. Após confirmação, o fato foi parcialmente comemorado por entes que clamavam por justiça.
Para o amigo Kleber Ramos, também agente militar, é preciso que a corporação busque intensificar esse tipo de ação operacional a fim de mostrar para os meliantes que, no Estado de Sergipe, a polícia não teme a audácia daqueles que optam por propagar o mal. Ele disse entender o confronto sangrento vivenciado na tarde de ontem e partiu para a defesa dos colegas que atuaram na caçada dos acusados. "Eu já participei de ações como essa e nossa meta é sempre prendê-los para levar à justiça. Certamente eles revidaram a ordem de prisão e por isso acabaram sendo atingidos. Para muitos familiares essa ação rápida da polícia acaba reduzindo um pouco a dor da perda", disse.

O coronel Paulo Paiva detalhou a ação e informou que todos os dados serão apresentados na manhã de hoje para o povo sergipano por meio dos veículos de comunicação. Paiva enalteceu a existência do confronto e negou qualquer tipo de ação desleal por parte dos agrupamentos militares que participaram do episódio assistido por moradores do Bugio. "Todas as medidas legais de abordagem foram cumpridas pela Polícia Militar, por meio da Rádio Patrulha, COE e DHPP, mas os acusados optaram por revidar com disparos e assim iniciou o confronto. Na manhã desta quinta-feira estaremos reunidos para apresentar ponto a ponto como conseguimos fechar o cerco dos dois envolvidos na morte do sargento Nabal Gomes", disse.

Além da Polícia Militar, agentes do setor de inteligência da Polícia Civil também estiveram atuando na busca aos envolvidos que ainda segue, mesmo após a morte dos dois principais acusados. Compartilhando com as declarações de Kleber, a prima do sargento, Luana Gomes, disse estar satisfeita com o desfecho parcial do caso. Segundo ela, desejar morte ao próximo é pecado, mas não nega a satisfação em receber a notícia oficializada pela PM. "Quem me conhece, e conhece a minha família sabe muito bem que somos da paz e não somos a favor de mortes dessa natureza, mas nesse caso não posso negar que foi um alívio para todos nós que pedíamos por justiça", alegou.

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