Tarifa de ônibus de R$ 2,70 entra em vigor a partir de hoje

Gabriel Damásio
gabrieldamasio@jornaldodiase.com.br

A passagem de ônibus em Aracaju está mais cara desde a meia-noite de hoje e já custa R$ 2,70. Ontem, o prefeito João Alves Filho (DEM) sancionou a Lei nº 4.605, aprovada na semana passada pela Câmara Municipal, que autoriza um aumento de 14,9% na tarifa. O Decreto nº 5.051 foi publicado na edição de ontem do Diário Oficial do Município e enviado ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Aracaju (Setransp), que confirmou o aumento no fim da tarde de ontem, em um curto comunicado.

A nova tarifa vale também para as três cidades da Grande Aracaju (Barra dos Coqueiros, Nossa Senhora do Socorro e São Cristóvão), que fazem parte do Sistema Integrado de transporte coletivo. A última mudança no preço da passagem aconteceu em 2013. No mês de abril, a Câmara tinha aprovado o reajuste de R$ 2,25 para R$ 2,45, mas, com a explosão das "Manifestações de Junho" em todo o país e a promessa do governo federal de diminuir os impostos sobre os insumos do transporte coletivo, a Prefeitura diminuiu a tarifa em R$ 0,10, fixando-a em R$ 2,35.

Desde o começo deste ano, o Setransp vinha pressionando a Prefeitura para conceder o novo reajuste, alegando aumento dos custos com combustível e um reajuste salarial concedido aos motoristas e cobradores. Os empresários chegaram a pedir o peço de R$ 2,98 na passagem, mas a SMTT definiu que ela ficaria mesmo nos R$ 2,70. O projeto de lei que autorizava o reajuste foi mandado para a Câmara na noite da quarta-feira passada e aprovado em menos de 12 horas.

Não Pago – Está marcada para hoje à tarde na Praça Fausto Cardoso (Centro) uma manifestação convocada pela organização de esquerda Levante Popular da Juventude (LPJ), com apoio do Movimento Não Pago, ligado aos estudantes universitários, do Movimento Organizado dos Trabalhadores Urbanos (MOTU), a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e de cooperativas ligadas ao transporte alternativo clandestino. A concentração começará às 15h e a previsão é de que uma passeata saia do local às 16h.

Também em um comunicado, o LPJ considerou que o aumento foi "aprovado de forma autoritária e sem consulta à população" e que o mesmo "é abusivo, visualizando também a nova tarifa como segunda maior do nordeste e a sétima de todo o país, além da falta de respostas do poder público sobre a situação". Um protesto semelhante aconteceu na última sexta-feira em frente ao Centro Administrativo da PMA, no Castelo Branco (zona oeste), quando o grupo tentou, sem sucesso, uma reunião com o prefeito João Alves.

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