Os trabalhadores técnico-administrativos em educação da Universidade Federal de Sergipe (UFS) iniciaram ontem a adesão à greve nacional da categoria, conforme determinado em assembleia realizada na manhã da última segunda-feira, 24.
A greve nacional começou no dia 17 deste mês, sendo deliberada por plenária realizada em fevereiro pela Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra). Os servidores da UFS iniciaram o movimento com uma manifestação no restaurante da universidade. De lá, seguiram até a reitoria da UFS, onde foram recebidos por representantes da direção da universidade.
De acordo com a categoria, a greve foi motivada após o Governo Federal descumprir o acordo firmado nas negociações da greve em 2012 envolvendo a garantia de reposição salarial acima da inflação, criação de Grupos de Trabalho (GT’s) paritários para a discussão de democratização das universidades, realização de concursos públicos para contratação de mais servidores, entre outras pautas.
"Estes acordos vêm sendo descumpridos causando perdas para os servidores das universidades, que possuem o menor salário na administração federal", ressalta o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação da Universidade Federal de Sergipe (SINTUFS), Lucas Gama.
Ele salientou que a greve é também uma resposta contra a intenção do governo em privatizar o Hospital Universitário (HU) através da ingerência da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). "Reivindicamos a jornada de trabalho de 30 horas semanais com turnos contínuos de 12 horas, como determina o Decreto Federal 4.836 / 2003, além de pautas locais como a revogação do concurso público no HU, criação de creches para as trabalhadoras e estudantes da UFS, melhorias no restaurante da universidade e o cumprimento do direito do servidor em se afastar do trabalho para estudar", enfatiza.
Um comando de greve também foi instalado para deliberar as próximas decisões, atividades, resultado de reuniões com os representantes governamentais, e propostas advindas das mesas de negociações. A greve é nacional e a pauta com as reivindicações locais já foi protocolada na reitoria. "Só suspenderemos a greve quando a reitoria apresentar uma proposta concreta", avisa Lucas Gama.
O comando de greve definiu que os serviços do Hospital Universitário e os ligados à manutenção da energia não serão afetados totalmente, por serem considerados essenciais. Hoje, os servidores realizam nova reunião, às 9h no auditório da universidade.
UFS – Por meio de nota, a assessoria de comunicação da UFS informou que o reitor Angelo Antoniolli recebeu na manhã ontem a pauta de reivindicações locais do comando de greve e discutirá as propostas com seus pró-reitores e outros membros da administração a fim de verificar a viabilidade das demandas apresentadas pelo movimento. "Os representantes do comando de greve também serão ouvidos nos próximos dias. A Universidade Federal de Sergipe acredita no diálogo como uma forma de avançar na qualidade da educação pública, que é o compromisso maior da instituição", afirma a nota.


