Trabalhadores do setor lojista tentam fechar convenção coletiva 2025

Ronildo Almeida, presidente da Fecomse (Divulgação)

Os trabalhadores e as trabalhadoras do setor lojista e suas entidades sindicais estão definindo novas ações a serem implementadas para que avancem as negociações da Convenção Coletiva de Trabalho 2025. Esta semana foi destinada a uma série de reuniões dos dirigentes sindicais e também da assessoria jurídica, que culminarão em uma assembleia da categoria para deliberar sobre as ações que serão desencadeadas.
É importante lembrar que a data-base do segmento é janeiro, mas há falta de interesse e descaso do patronato nas negociações, como explica Ronildo Almeida, presidente da Federação dos Empregados no Comércio e Serviços de Sergipe (Fecomse). Segundo ele, contatos vêm sendo mantidos com a classe empresarial desde o ano passado, sem nenhum avanço.
“Estamos falando de dívidas que o setor patronal tem com os trabalhadores, não é nenhum favor. Os salários estão defasados, perdemos o poder de compra, o piso da categoria, conquistado há mais de 40 anos, hoje não existe mais por causa da exploração patronal que impõe só perdas – é vergonhoso o que os ricos fazem com seus trabalhadores. Eles reclamam para não aumentar seus empregados, mas ao longo do tempo abriram novas lojas às custas da mão-de-obra barata. Fora os excessos de jornadas, uma vergonha o que se vê”, argumenta Ronildo Almeida.
Prática nociva – Para se ter uma ideia, a pauta de reivindicações foi entregue ao setor patronal desde o ano passado e até o momento só os lojistas do Estado de Sergipe vêm criando dificuldades para a classe trabalhadora. “Segmentos de outras áreas do nosso comércio já fecharam suas negociações com a classe trabalhadora, a exemplo de supermercados, material de construção e outras. Os empresários só não estão pagando menos do que o salário mínimo, porque a legislação não permite. Nem na pandemia aconteceu essa situação humilhante. A sociedade tem que tomar conhecimento dessa exploração que ocorre no comércio do Estado de Sergipe, uma prática desrespeitosa e nociva dos empresários contra os trabalhadores”, protesta Ronildo Almeida.
O presidente do Sindicato dos Comerciários e das Comerciárias de Aracaju e Abrangências, Luan Almeida, explica que a situação é bastante crítica, com acúmulo de prejuízos financeiros e sociais nos últimos anos. “Precisamos urgentemente recompor as perdas econômicas da classe trabalhadora, que enfrenta todo tipo de dificuldade e salários defasados, mas continua dando a sua contribuição e tem um papel determinante no crescimento e na consolidação das empresas. É necessário também avançar a discussão sobre as condições de trabalho, que inclui hoje a luta pelo fim da jornada 6X1”, argumenta Luan Almeida.

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