Trabalhadores dos Correios protestam reduzindo atividades

Milton Alves Júnior

 

Seguem suspensas por tempo indeterminado todas as atividades promovidas pelos Correios, através dos serviços de Sedex 10, Sedex 12 e Sedex Hoje. A informação foi apresentada pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Estado de Sergipe (Sintect), ressaltando que a greve é contra a privatização, demissões e retiradas de direitos, além do fechamento de mais de 200 agências dos Correios no Brasil. A adesão dos trabalhadores sergipanos à greve nacional já prejudica a demanda diária de entregas. Na tentativa de minimizar os efeitos da paralisação, nesta segunda-feira, 01, feriado do Dia do Trabalhador, a estatal promoverá um mutirão em Aracaju.

Segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), ao longo dos últimos cinco anos a defasagem no quadro de funcionários tem prejudicado diretamente o serviço dos profissionais que continuam atuando em todos os estados brasileiros. Além disso, o governo propôs no ano passado, a implantação do Programa de Demissão Incentivada (PDI) que tinha como perspectiva atingir a meta de 8 mil servidores; a estimativa não alcançou o patamar previsto e apenas 5,5 mil optaram por aderir ao programa. Em Sergipe, 11,57% dos trabalhadores já aderiram ao movimento nacional.

Para Sérgio Lima, presidente do Sintect, a decisão em se somar à greve foi votada de forma democrática durante assembleia realizada na noite da última quinta-feira, 27, quando mais de 20 estados já haviam anunciado a paralisação que segue por tempo indeterminado. Durante a Greve Geral realizada na tarde de sexta-feira, 28, o sindicalista garantiu respeito às exigências judiciais, e que a agência central e da Rua Acre estão funcionando com quantitativo mínimo. As demais estão fechadas ao público externo. A proposta da categoria é permanecer pressionando o presidente Michel Temer para atender as reivindicações da categoria.

"Ficou acordado em diálogo com os servidores que Sergipe também deveria se somar à greve nacional e na noite de quinta levamos a votação e a proposta foi aprovada. Precisamos defender os direitos dos funcionários dos Correios e trabalhar para que o governo possa promover ações que busquem fortalecer a empresa, e não regredir. Estamos na luta pelo avanço dos trabalhadores e da empresa de modo geral", declarou. A contratação de novos servidores está entre os pleitos mais firmes da categoria, já que o último concurso foi realizado em 2011, e centenas de profissionais já se aposentaram nestes últimos seis anos.

 

Comunicado – A direção nacional dos Correios informou que 20,19% de seus funcionários aderiram à greve da categoria. O número, de acordo com a estatal, foi apurado por meio do sistema eletrônico de presença nas agências. A empresa afirmou ainda que o movimento ocorre principalmente nas áreas de distribuição, o que pode comprometer as entregas e gerar atrasos. Uma liminar expedida pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), deferida em favor dos Correios, determina que os sindicatos mantenham efetivo mínimo de 80% em cada uma das agências. A decisão da ministra Maria Cristina Irigoyen Peduzzi também prevê multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento.

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