Tráfico de pessoas: MPT-SE e instituições realizam campanha de conscientização

“Sabia que pessoas estão sendo vendidas?”. É esse o questionamento que o Ministério Público do Trabalho em Sergipe (MPT-SE) faz à sociedade, na campanha contra o tráfico de pessoas este ano. Com rostos diversos, impressos em um código de barras, a iniciativa faz o alerta: Cuidado: tráfico humano ainda existe! “O tráfico de pessoas, tendo o aliciamento como uma das fases iniciais desse crime, ainda é frequente no nosso dia a dia e, a cada período, uma nova faceta surge, embora o nosso Código Penal estabeleça alguns objetivos específicos como a remoção de órgãos ou tecidos, a exploração sexual, adoção ilegal ou a escravidão ou servidão”, explicou o procurador do Trabalho e coordenador regional da Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (Conaete), Adroaldo Bispo.
Ainda de acordo com o procurador, a ideia é abrir os olhos da sociedade para os riscos das propostas encantadoras. “O MPT pretende conscientizar a população, especialmente as pessoas mais vulneráveis, para não se enganarem com propostas extremamente vantajosas de trabalho. Geralmente, a oferta é de excelente remuneração e condições benéficas, mas quando a pessoa se desloca para o local onde esse trabalho vai ser realizado, se depara com a realidade totalmente diferente, que é a exploração sexual ou escravidão resultantes do tráfico humano”, destacou Bispo.
Em alusão ao Dia Mundial de Combate ao Tráfico de Pessoas (30 de julho), o MPT-SE, o Instituto Social Ágatha e a Comissão Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo em Sergipe (COETRAE/SE) realizam ações itinerantes de conscientização. “Quanto mais pessoas souberem sobre o assunto, menos serão vítimas. Vamos mostrar qual é o perfil do aliciador, como funciona o tráfico humano, para que a população informada se proteja e, ao mesmo tempo, saibam o que fazer para denunciar e garantir seus direitos”, comentou a presidente do Instituto Social Ágatha, Talita Verônica.
De acordo com o presidente da COETRAE/SE, Kalil Ralin, disse que o tema tem especial atenção da COETRAE e o objetivo é mobilizar a sociedade no combate a essa chaga que ainda persiste. “Nessa campanha, serão ofertadas à população sergipana ações de conscientização e informação através da musicalidade e apresentação teatral, bem como distribuição de panfletos sobre essa prática devastadora dos direitos humanos, buscando atingir o maior número de pessoas a fim de que possam identificar e denunciar esse crime”, destacou.

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