Tribuna

Valadares avança
A pesquisa Ipec divulgada pela TV Sergipe na quinta-feira apresenta Valadares Filho (PSB) isolado na liderança, com 26% dos votos. Estão empatados com 17% Eduardo Amorim (PL), Delegada Danielle (Podemos) e Laércio Oliveira (PP). Henri Clay (Psol) tem2%, Airton Costa (DC) e Heraldo Goes (PSTU) estão com 1% cada.
A pesquisa mostra que Valadares só fez crescer na reta final da campanha, já que tinha 23% na última pesquisa, realizada em 22 de setembro. Laércio Oliveira passou de 15% para 17%, Amorim de 16% para 17%, enquanto Danielle caiu de 20% para 17%.
Valadares Filho é da coligação que apoia Lula, Laércio e Amorim bolsonaristas, e Danielle ligada ao ex-juiz Sérgio Moro.

Lula pode vencer no 1º turno
A pesquisa Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (29), mostrou o candidato a presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em primeiro lugar com 50% dos votos válidos, o mesmo percentual da pesquisa anterior, de 22/09.
Jair Bolsonaro (PL) continuou na segunda posição, com 36%, mesma porcentagem do último levantamento. Ciro Gomes (PDT) teve 6%, perda de um ponto percentual na comparação com a pesquisa anterior. Simone Tebet (MDB) manteve os 5%.
Nos votos totais, incluindo brancos, nulos e indecisos, Lula saiu de 47% para 48% na comparação com a pesquisa anterior. Bolsonaro foi de 33% para 34%, Ciro, de 7% para 6% e Tebet continuou com 5%.
Já a terceira pesquisa Ipec (ex-Ibope) divulgada nesta quinta-feira (29) pela TV Sergipe revela os índices de intenção de votos válidos para o cargo de presidente entre os eleitores de Sergipe. O ex-presidente Lula (PT) lidera a disputa no estado, com 62%, contra 25% do presidente Jair Bolsonaro (PL).
As pesquisas Dataolha e Ipec estão registradas no TSE.

Ameaças a candidato
O candidato a senador Valadares Filho lamenta os ataques que vem sofrendo por parte dos adversários. “Tenho sido vítima de ataques via disparos no WhatsApp, o que é ilegal. Eu só posso atribuir isso ao desespero dos meus adversários. Lamento profundamente esse tipo de atitude, mas vou continuar trabalhando, com respeito a todos, em busca da vitória nas urnas no próximo domingo”.
O candidato informa que já foram acionados a Polícia Federal e o TRE para que sejam identificados e punidos os autores dessas postagens.

Uso ostensivo
O uso da máquina administrativa do estado numa campanha eleitoral nunca foi tão ostensivo como ocorre este ano no governo Belivaldo Chagas. O próprio governador se envolve diretamente na campanha, recebe prefeitos e lideranças políticas em palácio sob o pretexto de discutir obras de interesse dos municípios, mas na verdade faz campanha eleitoral.
As obras que estão sendo realizadas a toque de caixa, a exemplo do calçamento de ruas de povoados, têm cunho nitidamente eleitoral. Isso sem falar nos benefícios concedidos de última hora, inclusive aos servidores, que passaram três anos a pão e água.

Teste de Edvaldo
Nesses 12 anos como prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira (PDT) nunca se envolveu diretamente nas campanhas proporcionais – deputado federal e deputado estadual. A maior parte desse tempo passou filiado ao PCdoB, onde era apenas um militante com cargo destacado.
Quando migrou para o PDT assumiu o comando da legenda e nestas eleições está empenhado pessoalmente – há acusações também do envolvimento da máquina na PMA – na campanha do ex-presidente da Emsurb, Luiz Roberto, para deputado federal.
A estimativa é de que sejam necessários 130 mil votos para que um partido eleja o primeiro deputado federal. É muito voto para que um prefeito, mesmo bem avaliado como é Edvaldo, consiga transferir para um protegido nunca testado nas urnas.

Transporte público
O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na noite de quinta-feira (29) que o transporte público seja mantido em níveis normais durante este domingo (2) no primeiro turno das eleições.
Na decisão, Barroso diz que “é exigível dos gestores de sistemas de transporte público de passageiros que mantenham o seu funcionamento em níveis normais, na quantidade e frequência necessárias ao deslocamento dos eleitores de suas residências até as seções eleitorais”.
“A eventual redução na oferta normal do serviço de transporte público, de forma deliberada ou não, importa em grave violação aos direitos políticos dos cidadãos”, acrescentou o ministro.

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