Kátia Azevedo
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Após quatro meses com atividades paralisadas, os professores da Universidade Federal de Sergipe (UFS) que lecionam no Campus de Lagarto decidiram em assembleia geral realizada na manhã de ontem pela retomada das aulas no dia 1º de setembro.
O Campus Prof. Antonio Garcia Filho teve as aulas paralisadas em maio pelos docentes da instituição que cobram condições mínimas de estrutura para funcionamento dos cursos e atividades de ensino, pesquisa e extensão. Após a mobilização dos professores e estudantes, porém, a pauta avançou. "Apesar de ainda não termos uma situação satisfatória, avaliamos que a atual conjuntura após a greve teve avanços e decidimos pelo fim da paralisação das aulas diante de algumas reivindicações que foram atendidas pela reitoria como a aquisição de recursos materiais que estavam em falta e impossibilitavam o retorno das aulas", informou Maria Natália Santos Silva, integrante da Comissão de Paralisação.
Também foi definida durante a assembleia a criação de uma comissão que vai acompanhar as pautas que continuam pendentes.
Natália ressalta que mesmo com o fim da greve a mobilização dos professores continua para reverter o quadro de inúmeras dificuldades encontradas no Campus. De acordo com os professores, os problemas vão desde a escassez de livros e espaço para estudos na biblioteca até a ausência de materiais para aulas práticas, carência de profissionais atuando na rede que possam auxiliar na preceptoria de estágios, inadequação de infraestrutura de locais de prática e estágios, entre outros entraves educacionais.
Além da reitoria da UFS, os docentes buscam junto à Prefeitura da cidade uma solução para a estrutura do funcionamento do Campus, incluindo mais condições de segurança e realização de concurso público. As atividades de ensino da UFS em Lagarto estão paralisadas desde o dia 25 de abril deste ano, quando os estudantes entraram em greve por falta de estrutura mínima para a continuidade do período letivo. No dia 12 de maio, os docentes da instituição decidiram parar também, reforçando a mobilização.
Durante o processo de negociação algumas pautas avançaram, como a instalação de quadro branco ou negro, climatização adequada e ventiladores em todas as aulas. Também houve mudanças sobre o quantitativo de Datashow, com melhor distribuição entre os departamentos.
Agora, com o fim da greve, os professores planejam reorganizar o calendário letivo. O Campus oferece os cursos de Enfermagem, Medicina, Terapia Ocupacional, Educação em Saúde, Odontologia, Nutrição, Farmácia, Fonoaudiologia e Fisioterapia.


