Milton Alves Júnior
miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br
Depois de uma ameaça de paralisação dos operários que trabalham nas obras e ampliação da Universidade Federal de Sergipe (UFS), por atraso no pagamento dos salários, a instituição de ensino afirmou que os problemas existem devido à demora no repasse financeiro por parte do Governo Federal, mas que a situação deve ser solucionada até o início da próxima semana.
Sem um número exato da quantidade de funcionários das empreiteiras que atualmente atuam nessas construções e reformas, a Coordenação Geral de Planejamento procurou desmentir parte das denúncias veiculadas na manhã de ontem em redes sociais e blogs na capital. "As obras não estão paradas. Os operários continuam trabalhando nas obras, mas o que podemos afirmar é que houve uma redução no andamento do serviço. Isso será resolvido já nos próximos dias para evitar que a entrega seja feita após a data previamente estipulada", declarou o coordenador-geral de Planejamento da UFS, Rosalvo Ferreira Santos.
Ainda de acordo com o gestor, é preciso ressaltar que parte dos problemas poderia ser minimizada pelas empresas que contrataram os trabalhadores, e evitar princípio de paralisação. "Essas situações poderiam ser parcialmente entre as empresas que foram contratadas pela própria instituição federal. Infelizmente não posso repassar mais informações quanto a situação desses contratos, mas ainda nesta quinta-feira, devemos publicar uma nota oficial transparecendo de vez esse mal entendido", pontuou.
Segundo denúncias de alguns operários, existe um grupo de funcionários que estaria há quase 90 dias sem receber o respectivo salário e isso vem contribuindo para o desagrado. A paralisação geral poderia ocorrer até amanhã caso um pronunciamento oficial não seja feito pelo responsável direto dos contratos.
Para muitos estudantes, o impasse administrativo interfere no dia-a-dia dos acadêmicos, professores e demais servidores da universidade. "Eu nunca vi uma obra pública demorar tanto pra ser concluída. Pelo tempo que tem já deveria estar no mínimo dando sinais de conclusão. Acho que pior que as obras daqui, só a construção do Teatro Tobias Barreto que passou pela mão de dois governadores", afirmou o estudante de química, Luís Gustavo. O nome das empresas envolvidas, o valor do contrato e o prazo para entrega não foram divulgados até o início da noite de ontem.


