Kátia Azevedo
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Os professores da Universidade Federal de Sergipe (UFS) dos campi de São Cristóvão e Laranjeiras retomaram as atividades ontem após 28 dias em greve. Já em Lagarto, os docentes decidiram continuar com as aulas suspensas.
De acordo com Bracilene Araújo, presidente da Associação dos Docentes da UFS (Adufs), a principal pauta local da categoria, infraestrutura dos cursos, não avançou junto à reitoria no campus da cidade de Lagarto.
Ela informou que durante assembleia realizada na manhã de ontem, os professores decidiram manter as aulas paralisadas no campus de Lagarto com retomada da greve a partir de amanhã, 11 de julho. "Esta medida foi adotada em razão da falta de estrutura dos cursos".
Com a relação à greve em São Cristóvão, Bracilene ressaltou que houve avanço como a instalação de uma mesa de negociação envolvendo os professores e a reitoria da UFS sobre a implantação de medidas que garantam infraestrutura necessária dos cursos.
"Muitos cursos sequer iniciaram por causa da falta de infraestrutura. Esperamos que com a mesa de negociação esta situação possa mudar", diz a presidente da Adufs. Ela chama a atenção de que outro ponto de pauta é a luta pela estatuinte, que já possui mais de 30 anos. "Reivindicamos a atualização do estatuto considerando as mudanças pelas quais a universidade passou. Muitas das quais a estrutura vigente não conseguiu acompanhar", destaca.
Dos 67 pontos de pauta, a universidade não apresentou respostas para 12 reivindicações. Ontem, com o fim da greve, aprovado pelos docentes da UFS em assembleia no último dia 30 de junho, o Restaurante Universitário (Resun) do campus de São Cristóvão também voltou a funcionar.
Sobre a reposição de aulas, Bracilene informou que a greve afetou 22 dias letivos e que até ontem o novo calendário acadêmico ainda não havia sido divulgado. Ela disse também que as negociações com a reitoria continuam.
Durante última audiência com a reitoria, a categoria apresentou a necessidade de compromisso político por parte da direção da UFS para a resolução das questões apontadas na pauta local. Entre os principais assuntos, os presentes abordaram o processo de instalação da Estatuinte na universidade, com participação e colaboração dos três segmentos da comunidade acadêmica, e a abertura de uma mesa de diálogo permanente com a reitoria.
Ao final da reunião, o reitor se comprometeu a realizar reuniões periódicas para discutir os pontos da pauta local em blocos. A primeira reunião está agendada para acontecer na próxima quinta-feira, dia 17 de julho, às 16h, com a Pró-Reitoria de Planejamento (Proplan), ocasião em que será discutida a resolução dos problemas no campus de Lagarto.


