Kátia Azevedo
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A obra de urbanização do aterro do Rio Sergipe, entre o Iate Clube até a avenida Anízio Azevedo, no bairro 13 de Julho, zona sul de Aracaju, ainda não tem uma previsão para começar.
A medida integra o projeto de defensa litorânea que teve uma das etapas concluídas com a colocação da pavimentação do trecho. No final do mês passado, parte da obra foi entregue e o trânsito foi liberado nos dois sentidos, após um ano de interdição da avenida.
A urbanização dos 16 mil metros quadrados compreende a contenção da balaustrada do Rio Poxim, na área que margeia a avenida Beira Mar, no trecho entre o Iate Clube e a avenida Anízio Azevedo.
A ação foi gerada a partir de uma decisão da justiça federal que recomendou à Prefeitura de Aracaju que buscasse investir no conjunto urbanístico do local. "O projeto executivo está sendo finalizado, e em seguida será encaminhado para análise da Caixa Econômica Federal, importante parceira da Prefeitura Municipal de Aracaju, para liberar os recursos", informa a assessoria de comunicação da Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb) através de nota enviada à redação do Jornal do Dia.
A assessoria explica que o parque urbanístico terá alguns pontos importantes, com moderna engenharia mundial que prevê a criação de ciclovias e o revestimento de um material especial e removível, diferente do concreto usual em obras.
"A fase emergencial da obra já foi concluída no fim de maio passado, quando a atual gestão finalizou a construção do molhe com 640 metros de extensão e seis espigões com 40 metros cada. Outro beneficio foi a ampliação da rede de drenagem da região, o que motiva a Prefeitura, eventualmente, realizar serviços pontuais no local", cita.
Ainda conforme informações da assessoria, a obra também trará outras melhorias, além de consolidar a infraestrutura do local. Uma das principais mudanças do projeto, segundo a equipe da Emurb, diz respeito diretamente a mobilidade urbana da região, chamando a atenção de que o local, que é um dos principais corredores de trânsito da capital, ganhará novos contornos e será ampliada. "Inicialmente a calçada que margeia a avenida está sendo coberta por um material asfáltico mais resistente à salinidade e os efeitos da brisa", relata.
Ainda sobre a obra, a assessoria da Emurb destaca a necessidade dos trabalhos de engenharia realizados na avenida, ressaltando que um fato que surpreendeu a todos foi o risco à saúde da população.
O órgão enfatiza que uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) encontrou no canal da Anízio Azevedo, que desemboca no rio, dez tipos de super-bactérias resistentes aos antibióticos conhecidos. "A pesquisa também destacou que o nível de poluição é extremamente alto e que o spray formado pela água quando a onda batia na contenção era capaz de contaminar toda a região. Esse fato só fez reforçar o empenho da Prefeitura na necessidade de realização da obra", menciona.


