Alunos da Escola Estadual Ministro Geraldo Barreto Sobral (Caic), bairro Industrial, em Aracaju, realizaram na tarde de ontem uma manifestação em frente à unidade estudantil contra a precária situação estrutural que dispõe para centenas de estudantes. Liderados pela direção da União Sergipana dos Estudantes Secundários (Uses), os manifestantes garantiram que o mês de abril será de árduas mobilizações em virtude da falta de diálogo entre os gestores da Secretaria de Estado da Educação (Seed), e a comunidade estudantil que se julga prejudicada diante da constante ausência de políticas públicas. Na avaliação da Uses, é preciso que a quadra esportiva, que foi interditada há dois anos, seja revitalizada em caráter emergencial, e a cozinha passe a respeitar todos os critérios básicos de nutrientes para refeições estudantis.
Durante o ato público foi declarado que além da ausência de atividades físicas na quadra e irregularidades na cozinha, a permanente falta de segurança na região tem contribuído para que dezenas de adolescentes sejam abordados por marginais nas intermediações da unidade. A ausência de iluminação adequada contribui para que os infratores possam se esconder enquanto escolhem a vítima da vez. As reclamações não param por aí. A direção da Uses garantiu ainda que quando chove a escola alaga, o matagal ao redor das salas de aula aumenta, e com ela a proliferação de roedores, cobras, escorpiões e mosquitos Aedes Aegypti.
Jan Victor, presidente da Uses, garantiu que os estudantes vão permanecer pressionando o secretário Jorge Carvalho para que ele possa atendê-los e apresentar propostas, ou contrapropostas. "Essa foi a primeira de muitas manifestações que vão vir por aí. Essa ação faz parte da Jornada Nacional de Lutas da Juventude e nesse mês de Abril a Uses deverá fazer manifestação por diversas escolas por todo o Estado de Sergipe que apresentem péssimas condições de ensino. Sabemos que todas estão horríveis, mas algumas, assim como esse Caic do bairro Industrial, estão entre as dez piores do estado. Aprimorar a educação aqui é algo difícil e sem nenhuma perspectiva positiva", disse.
"A direção aqui da escola também sabe desses problemas que são enfrentados há anos e luta junto conosco, mas parece que os gestores da educação pública não estão muito preocupados com essas situações.


