Reduzir a máquina pública para reorganizar as finanças públicas do Estado. Está é a principal proposta do deputado federal Valadares Filho, candidato do PSB ao governo do Estado. O candidato defende a dobradinha que faz o pai, senador Antonio Carlos Valadares, candidato à reeleição, e diz que a sociedade sergipana já incorporou o projeto da família. Veja a íntegra da entrevista:
Jornal do Dia – O senhor vem liderando as pesquisas desde o início da campanha eleitoral. Ao que o senhor atribui esse fato. Já acha que está no segundo turno?
VF – Nossa liderança em todas as pesquisas é a prova de que a sociedade está aceitando nosso projeto, que já analisou todas as candidaturas e viu em nós a esperança e a confiança de que faremos o melhor por Sergipe. De acordo com os números que temos hoje, estamos sim no segundo turno. Mas isso não muda nossa forma de trabalhar, continuamos conversando com o povo de Sergipe e apresentando nosso projeto.
JD – O fato de o senhor e o seu pai, o senador Valadares, disputarem mandatos majoritários na mesma chapa pode afetar a campanha do grupo?
VF – Nunca achei isso. E as próprias pesquisam mostram que não há interferência. Tanto eu como o senador Valadares temos mandatos concedidos pelo povo de Sergipe que conhece nosso trabalho e confia na gente.
JD – O senhor, Eduardo Amorim e Belivaldo Chagas eram aliados até recentemente. O senhor não acha que isso faz com que as campanhas sejam parecidas e pode confundir o eleitor?
VF – Não. O eleitor está vendo os três projetos e a diferenças entre eles. Nosso projeto é moderno, da verdadeira mudança, das novas ideias e da nova forma de administrar com zelo ao dinheiro público e priorizando a população sergipana.
JD – O senhor já diagnosticou os principais problemas de Sergipe? Quais são as primeiras medidas a serem adotadas caso seja o vitorioso?
VF – Sergipe foi atrasado em todas as áreas. Faremos um grande trabalho para reconstrução do estado. Iremos reorganizar as finanças enxugando a máquina pública que está muito inchada, reduzindo a quantidade de secretarias, o número de cargos comissionados e todas as despesas com contratos e custeio.
JD – Sergipe foi um dos Estados mais afetados pela crise econômica dos últimos anos. A que o senhor atribui esse fato?
VF – A falta de gestão. Sergipe tem um governo incompetente e que não prioriza os servidores e os serviços essenciais. Vários outros estados também foram afetados pela crise, mas conseguiram sair graças a criatividade e capacidade de gestão de seus governantes, infelizmente, Sergipe parou no tempo, diria até pior, andou para trás.
JD – Como colocar em dia os salários do funcionalismo, aposentos e pensionistas?
VF – Com gestão e prioridade. Já na transição iremos fazer uma grande auditoria em todas as secretarias e órgãos com a ajuda do Tribunal de Contas e Ministério Público. Através do enxugamento que faremos na máquina pública conseguiremos pagar, já no primeiro mês, os nossos servidores, aposentados e pensionistas. Como disse anteriormente, há uma inversão de prioridades na atual gestão. Eles esquecem que quem faz o Estado funcionar são nossos servidores.
JD – Como cobrar dos grandes devedores do Estado?
VF – Com uma equipe comprometida com o dinheiro público que teremos na Secretaria da Fazenda que fará este levantamento e iniciará um grande programa de recuperação da receita do Estado.
JD – É possível conter a violência no Estado?
VF – É sim, aumentando a quantidade de viaturas nas ruas, melhorando as condições de trabalho dos nossos policiais, realizando concurso público para aumentar o efetivo. Iremos criar o Comitê de Segurança Pública que será ligado diretamente ao gabinete do governador. Iremos também investir no setor de inteligência para combater quadrilhas organizadas, impedindo até que o crime aconteça. Nós temos policiais muito dedicados e compromissados com nosso estado, apenas precisam de mais atenção por parte do governo e de investimentos.
JD – Os problemas se repetem também nas áreas de Educação e Saúde. O que fazer para amenizar o drama dos mais carentes?
VF – Começaremos colocando técnicos para gerir as pastas, pessoas que entendam verdadeiramente do assunto. Na pasta da Saúde nós vamos qualificar a gestão, atuar na prevenção apoiando as redes básicas, reestruturar os hospitais regionais, a central de regulação e o SAMU. Já na educação iremos capacitar permanentemente os professores, investindo em material pedagógico de última geração e ampliando o ensino em tempo integral.
JD – O senhor acha que a eleição presidencial pode ter reflexos no pleito estadual?
VF – Neste primeiro turno acredito que não, são muitos candidatos e há um desinteresse muito grande por parte da sociedade na política em geral.


