Várias ambulâncias do Samu permanecem quebradas

Milton Alves Júnior
miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br

A falta de manutenção preventiva em ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) tem causado problemas a sergipanos que necessitam do atendimento emergencial. Segundo denúncias apresentadas pelo Sindicato dos Condutores do Samu, em Sergipe uma dívida de mais de um milhão de reais entre a Fundação Hospitalar de Saúde (FHS) e oficinas credenciadas tem contribuído para tirar das ruas mais de 40% dos veículos. Em Aracaju essa realidade é ainda pior, já que seis, das oito disponíveis, estão paradas. O problema já foi repassado para o Ministério Público Federal, o qual tem se mostrado opositor à funcionalidade da FHS em Sergipe.
Na última segunda-feira, 20, uma unidade de atendimento básico se deslocava para atender a um chamado no bairro Santa Maria quando o eixo da roda direita dianteira rompeu e por pouco não causou um grave acidente aos profissionais locados na viatura. A denúncia de sucateamento do Samu foi oficializada na manhã de ontem por Adilson Capote, presidente do sindicato. No momento do problema mecânico o próprio sindicalista estava conduzindo o veículo e fez questão de registrar vídeos e fotos que serão encaminhados para os órgãos de fiscalização a fim de incluir nos autos já denunciados pela categoria.
"Os donos de oficinas não querem mais receber as ambulâncias do Samu porque a fundação não está pagando as dívidas que estão correndo há mais de um ano. Como os valores não são pagos, o conserto não é feito e desde o final do ano passado muitas ambulâncias estão paradas. Até domingo eram cinco de oito paradas só na capital, agora são seis", afirmou o presidente. Ainda de acordo com o sindicalista, as poucas oficinas que ainda realizam serviços mecânicos não estão conseguindo melhorias satisfatórias. A mesma unidade danificada esta semana passou por conserto há menos de 15 dias.
Sobre esta problemática, a direção sindical informou que tem realizado denúncias constantes aos ministérios públicos estadual e federal. Dados também já foram encaminhados para o Tribunal de Contas do Estado e para o Tribunal de Justiça. "As nossas condições de trabalho são de conhecimento da Secretaria de Saúde, da FHS e de todos esses órgãos de fiscalização. Infelizmente as ambulâncias continuam quebrando e a população cada vez mais com uma assistência lenta. Prontos sempre estamos para atender, mas as condições disponíveis são essas", lamentou. Sobre o automóvel danificado esta semana, a direção da Fundação Hospitalar informou que já se encontra em manutenção e esta semana estará de volta aos serviços públicos.

Festejos juninos – Sobre a assistência realizada durante este mês de junho a superintendência do Samu destacou que no último fim de semana o serviço esteve no Arraiá do Povo, na Orla Pôr do Sol e no Forró Caju, e registrou 95 ocorrências. "Foram 74 casos clínicos e 19 de traumas na festas juninas. O Samu participa dos festejos com a estruturação de postos médicos avançados, com atendimentos no local e a realizando remoções para unidades hospitalares em casos de necessidade, através do Complexo Regulatório Estadual", revelou a superintendente do Samu 192 Sergipe, Glícia Ramos. Ainda na temporada foram registradas seis remoções sendo cinco realizadas por Unidades de Suporte Básico (USBs) e uma por Unidade de Suporte Avançado (USA).

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