Vendedor mata homem a tiros e se entrega depois

Gabriel Damásio
gabrieldamasio@jornaldodiase.com.br

O vendedor Antônio Júnior da Silva, 31 anos, foi o protagonista de um crime com desfecho inusitado: ele se entregou à polícia por volta das 11h de ontem, uma hora depois de matar, com seis tiros, o pintor Wesley Ferreira Silva Santos, 31. O crime aconteceu na Rua Benjamin Constant, próxima ao Terminal de Integração da Avenida Visconde de Maracaju, bairro Santos Dumont (zona norte). Depois de executar a vítima, Antônio apresentou-se em um posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-235, em Nossa Senhora do Socorro (Grande Aracaju), e confessou o crime.

Segundo informações de testemunhas e do próprio acusado, Wesley estava trabalhando em um salão de beleza perto de onde morava. Enquanto pintava, ele foi surpreendido por um desconhecido que surgiu às suas costas e disparou seis vezes. O assassino foi visto por testemunhas enquanto corria até um Fiat Uno prata para depois fugir nele. O pintor, por sua vez, não teve chance de reagir e morreu na hora. Surpresos, os vizinhos conseguiram anotar a placa do carro e chamaram a Polícia Militar, que começou a fazer buscas com base na placa registrada.

Primeiro, os PMs estiveram na casa do dono do Uno, o qual foi encontrado e disse que havia emprestado o carro para um amigo, mas sem saber para qual objetivo. No meio das diligências, que já contavam com uma equipe do Departamento de Homicídios da Polícia Civil (DHPP), foram avisados pela PRF que Antônio apareceu em seu posto de Socorro, com o carro suspeito e um revólver calibre 38 com as seis munições deflagradas. De acordo com os patrulheiros, o acusado estava tranquilo e, espontaneamente, contou que havia matado Wesley perto do Terminal. Depois, ele permitiu que os inspetores fossem até o Uno e apreendessem a arma.

Levado para a sede do DHPP no Santos Dumont,  o vendedor alegou que já tinha uma rixa com a vítima e que o clima entre eles piorou anteontem, quando Wesley teria agredido Antônio com uma coronhada. Após a briga, o acusado decidiu matar seu rival no dia seguinte. Ele foi autuado em flagrante, mas a história continua em investigação. Há a suspeita de que uma segunda pessoa teria participado do crime, o que foi relatado por algumas testemunhas. Já os parentes e vizinhos do pintor não acreditam na hipótese de rixa e asseguram que ele pode ter sido confundido pelo assassino com outro homem.

Compartilhe esta notícia