Vereadores de Propriá debatem descaso com o comércio de peixe

Durante sessão nes-ta última terça-fei-ra (06) na Câmara de Vereadores de Propriá, foi aprovada por unanimidade a Indicação nº 77, de autoria dos parlamentares Erenita Moura (Branca Enfermeira) e Marcos Silva (Marcos da Feira). O documento solicita à Secretaria Municipal de Saúde que, através da Vigilância Sanitária, providencie a retirada das bancas de peixe situadas nas avenidas Graccho Cardoso e Antonio Guimarães Brito. No local vêm sendo comercializados pescados sem o mínimo das condições de higiene necessárias.

O vereador Marcos da Feira destacou que o Mercado de Peixe "Pescado Pedro Lessa" é o ambiente ideal para a atividade, mas muitas pessoas tem ignorado o espaço. O comércio de peixes se dá na rua mesmo, até mesmo próximo a ponto de ônibus. "Eu peço que a Secretaria Municipal de Saúde pegue sua equipe de Vigilância Sanitária e vá ver o que está acontecendo. Isso já é caso de saúde pública, porque onde essas pessoas tratam o peixe, há até mesmo cachorros doentes. A prefeitura tem que tomar providências. Existe um mercado de peixe, mas as pessoas estão na rua", reivindicou.

O vereador Evaldo Rodrigues (Nego de Marli), por sua vez, lembrou que o mercado de peixes um dia já foi lotada, e frisou que encara a atitude dos vendedores como uma forma de protesto. "Hoje, infelizmente, muitas pessoas foram para a rua vender. Eles pagavam imposto e os ambulantes não. É uma situação muito delicada, porque se trata de saúde pública mas também de direitos. É uma forma de reivindicar, para que todos paguem seus impostos e a concorrência seja justa. A saúde pública vem em primeiro lugar, óbvio. Espero que se reúnam o mais rápido possível para resolver essa situação", frisou o parlamentar.

Quem também se manifestou lamentando o quadro foi o presidente da Casa, José Aelson (Aelson Publicidade). "Eu não posso me omitir. Semana passada eu apresentei um requerimento pedindo providências ao Ministério Público, ao prefeito, à Secretaria de Saúde e à Vigilância Sanitária para coibir essa venda de peixe na rua. A venda de peixe na feirinha também é uma vergonha. Mas a população deve chamar a atenção do prefeito, que é a autoridade máxima do município. Um mercado de peixe daquele, que muitos municípios gostariam de ter, hoje se encontra praticamente abandonada. É justa a mobilização dos pescadores, mas compete ao prefeito chamar a guarda municipal, a polícia, o Ministério Público para fazer cumprir a lei. A lei não pode valer somente para uns", ressaltou.

O parlamentar frisou também que não é contra a venda de peixes, mas que a atividade deve acontecer seguindo todos os cuidados necessários, para que não comprometa a saúde pública. "A Secretaria de Saúde ainda não se posicionou em relação ao requerimento que apresentei. Quem pode recolher é o município e a Vigilância Sanitária. Já pedi, inclusive, que seja ativado o centro de zoonoses para recolher os cachorros doentes. Gostaria de pedir encarecidamente ao prefeito que providencie a retirada dessas bancas de peixe das ruas. Quando não se toma providência no começo, as coisas desandam. E em relação à crise, não é desculpa para isso. Crise se enfrenta é com dignidade: todos vendendo, mas com respeito", concluiu Aelson.

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