Zagueira Kathellen compartilha lições de duas Copas do Mundo

“Participei de duas Copas e é uma loucura. É uma atmosfera diferente, viver cada segundo em prol do futebol. É um período curto em que você tem que dar tudo de si”, descreve Kathellen. A zagueira viveu dois mundiais bem distintos com a Seleção Brasileira.
Na Copa do Mundo de 2019, ela tinha apenas um ano da primeira convocação e conquistou espaço após a lesão da titular. A eliminação brasileira aconteceu para as anfitriãs francesas nas oitavas de final. Já em 2023, a despedida precoce do mundial na fase de grupos veio após a conquista da Copa América, a primeira que ela disputava, um ano antes. Passar por altos e baixos ensinou algumas lições.
“Faltou um pouco mais de união no grupo. O problema de muitos brasileiros é tentar achar culpados e não olhar pra si. Eu acho até que rolou uma depressão pós Copa, pensando no que poderia ter feito a mais. Mas podemos fazer diferente agora, no pré. Se preparar melhor, focar no que é melhor pro grupo, no que o Arthur quer”, acredita.
Desde que Arthur Elias assumiu a Seleção, em setembro de 2023, Kathellen foi convocada três vezes pelo treinador: para treinos na Granja e amistosos contra o Japão e Nicarágua, no primeiro ano do técnico, e, mais recentemente, para um período de treinamento fora Data FIFA em Itu.
“É uma honra, um pouco inesperado, mas sempre falei que quem está aqui tem que estar por completo e tem o mérito. Então não tiro o mérito de ter feito uma ótima temporada. Seguimos o mesmo trabalho, tentando representar o Brasil lá fora”, pontua.

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