Milton Alves Júnior
O serviço de abastecimento de água na zona rural do município sergipano de Lagarto deve ser normalizado até o final da manhã de hoje. A garantia foi apresentada pela Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), a qual alegou que o problema que vinha atingindo mais de 500 famílias desde a quarta-feira da semana passada, dia 22, começou após a bomba que realiza a distribuição para as residências queimou e precisou ser reparada no estado da Bahia. Na manhã de ontem a peça foi reinstalada e voltou a operacionalizar de forma gradativa. A Deso destacou ainda que durante os seis dias de inviabilidade desse aparelho, uma bomba paralela – porém com menor potência funcional, buscou manter o fornecimento para ao menos 30% dos contribuintes.
Se mostrando impaciente com a suspensão do serviço, um grupo de moradores do povoado Jenipapo se concentrou na unidade Deso/Lagarto no início da manha de ontem para exigir a solução imediata do impasse. "A gente recebeu a informação hoje, somente hoje [ontem] que a bomba foi mandada para uma cidade da Bahia para ser consertada e chegou nessa segunda. Dizem os atendentes aqui que a água vai voltar para as nossas casas até amanhã; vamos aguardar. Só esperamos que essa promessa seja cumprida e que a gente não precise voltar aqui e chamar vocês da imprensa para denunciar esse descaso. Uma vergonha e um desrespeito com quem já paga um valor alto por um serviço ruim", declarou Antônio dos Santos.
Diante do problema, a Prefeitura de Lagarto informou que desde a semana passada tem disponibilizado caminhões pipa a fim de minimizar os impasses enfrentados pela população. Ainda segundo o poder executivo municipal, esse fornecimento paralelo será mantido por tempo indeterminado, ou até que o fornecimento da Deso seja restabelecido. "Tem água sendo entregue por caminhão da prefeitura mesmo, é uma ajuda boa, mas nada substitui a água saindo das torneiras e dos cuveiros, afinal, pagamos por isso. Infelizmente a gente teve que se reunir nessa manifestação para ver se a Deso resolvia essa situação de uma vez. Desde quarta-feira agente vinha pedindo ajuda e eles não resolviam. Agora, com esse protesto, parece que a coisa vai andar", declarou Maria Luiza, também moradora.


