201 CASOS DE DENGUE SÃO REGISTRADOS JÁ EM 2012

Guerra contra a Dengue! Esse é o sentido do trabalho dos agentes de endemias da Brigada Itinerante, da Secretaria de Estado da Saúde (SES), que atuam no apoio aos municípios para combater a proliferação da doença. No início desta semana, a equipe foi para mais uma batalha na cidade de Salgado, região centro-sul de Sergipe.

Em 2013 já foram notificados 201 casos de dengue e confirmados 28. Os municípios que já notificaram casos são: Aracaju, Carira, Nossa Senhora do Socorro, São Cristovão, Poço Verde, Barra dos Coqueiros, Tobias Barreto, Estância, Lagarto e Itabaiana. "Aracaju notificou 80 casos, Carira, 23, e Nossa Senhora do Socorro, 20. Os municípios que menos notificaram foram Tobias Barreto com seis notificações, Estância com cinco, Lagarto e Itabaiana com quatro casos cada um", concluiu Sidney Sá, coordenadora do Núcleo de Endemias da SES.

A dengue é combatida em duas frentes quando os agentes chegam a um dos territórios delimitados para eliminação dos focos do mosquito Aedes Aegypti. Além da visita aos imóveis em busca das larvas, dois agentes da SES e um da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), do Ministério da Saúde (MS), vão até as escolas para que crianças e jovens sejam mobilizados.
A eliminação das larvas é uma parte primordial do trabalho dos ‘soldados’ da Brigada Itinerante. Foi na Escola Estadual Givando Cardoso Barbosa que os agentes se reuniram para conferir o material e tomar o café da manhã, antes de sair para mais um dia de combate.

Dentre as armas desses soldados estão lanterna, espelho, luvas, trenas e outras. A munição é o larvicida, usado para tratar a água dos reservatórios que não é utilizada para consumo humano, como beber e cozinhar. "É preciso encher todo o vaso de larvicida. Não se pode deixar pela metade", orientou Marcelo Wagner dos Santos, coordenador da Brigada Itinerante, operacionalizada pela Fundação Estadual de Saúde (Funesa).

Depois de definida a área em que cada membro da Brigada irá trabalhar, material conferido e abastecimento de munição, os agentes entram nos ônibus e são distribuídos pelo município. Eles vão a cada uma das casas e conferem todos os locais possíveis de acúmulo de água, a exemplo de lavanderias, caixas d’água e vasilhames de animais. Os agentes também destroem possíveis reservatórios de água como garrafa PET e vasos de plantas não utilizados. "Atualmente temos em torno de 40 agentes e oito supervisores. Cada um deles visita uma média de 30 imóveis por dia", contabilizou o coordenador da Brigada Itinerante.

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