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30% das famílias em SE enfrentam insegurança alimentar grave, a fome


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Publicado em 30 de dezembro de 2023
Por Jornal Do Dia Se


Em Sergipe, 30,0% das famílias enfrentavam insegurança alimentar grave (fome), de acordo com o 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil. Era o terceiro estado do Nordeste brasileiro nessa situação, à frente apenas de Alagoas (36,7%) e Piauí (34,3%).
A pesquisa foi realizada pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede PENSSAN). A edição recente da pesquisa mostra que mais da metade (58,7%) da população brasileira convive com a insegurança alimentar em algum grau – leve, moderado ou grave (fome). O país regrediu para um patamar equivalente ao da década de 1990.
As estatísticas foram coletadas entre novembro de 2021 e abril de 2022, a partir da realização de entrevistas em 12.745 domicílios, em áreas urbanas e rurais de 577 municípios, distribuídos nos 26 estados e no Distrito Federal. A Segurança Alimentar e a Insegurança Alimentar foram medidas, mais uma vez, pela Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (Ebia), que também é utilizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A pesquisa anterior, de 2020, mostrava que a fome no Brasil tinha voltado para patamares equivalentes aos de 2004. A continuidade do desmonte de políticas públicas, a piora no cenário econômico, o acirramento das desigualdades sociais e o segundo ano da pandemia da Covid-19 tornaram o quadro desta segunda pesquisa ainda mais perverso.
No Brasil de 2022, apenas 4 em cada 10 domicílios conseguem manter acesso pleno à alimentação – ou seja, estão em condição de segurança alimentar. Os outros 6 lares se dividem numa escala, que vai dos que permanecem preocupados com a possibilidade de não ter alimentos no futuro até os que já passam fome. De acordo com o 2º Inquérito, em números absolutos, são 125,2 milhões de brasileiros que passaram por algum grau de insegurança alimentar. É um aumento de 7,2% desde 2020, e de 60% em comparação com 2018.
A insegurança alimentar segue como uma questão que atinge as regiões do Brasil de forma desigual. No Norte e no Nordeste, os números chegam, respectivamente, a 71,6% e 68% – são índices expressivamente maiores do que a média nacional de 58,7%. A fome fez parte do dia a dia de 25,7% das famílias na região Norte e de 21% no Nordeste. A média nacional é de aproximadamente 15%, e, do Sul, de 10%.

O mesmo agravamento é percebido quando se compara o campo e a cidade. Nas áreas rurais, a insegurança alimentar (em todos os níveis) esteve presente em mais de 60% dos domicílios. Destes, 18,6% das famílias convivem com a insegurança alimentar grave (fome), valor maior do que a média nacional. E até quem produz alimento está pagando um preço alto: a fome atingiu 21,8% dos lares de agricultores familiares e pequenos produtores. A pobreza das populações rurais associada ao desmonte das políticas de apoio às populações do campo, da floresta e das águas, seguem impondo escassez.
Ainda segundo a pesquisa, em pouco mais de um ano, a fome dobrou nas famílias com crianças menores de 10 anos – de 9,4% em 2020 para 18,1% em 2022. Na presença de três ou mais pessoas com até 18 anos de idade no grupo familiar, a fome atingiu 25,7% dos lares. Já nos domicílios apenas com moradores adultos a segurança alimentar chegou a 47,4%, número maior do que a média nacional.

A fome é maior nos domicílios em que a pessoa responsável está desempregada (36,1%), trabalha na agricultura familiar (22,4%) ou tem emprego informal (21,1%). Já a segurança alimentar é maior nos lares onde o chefe da família trabalha com carteira assinada, chegando a 53,8% dos domicílios.
A Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede PENSSAN), criada em 2012, congrega pesquisadoras(es), estudantes e profissionais de todo o país na forma de uma rede de pesquisa e intercâmbio independente e autônoma em relação a governos, partidos políticos, organismos nacionais e internacionais e interesses privados. Entre seus objetivos, destacam-se o exercício de uma pesquisa cidadã comprometida com a superação da fome e a promoção da soberania e da segurança alimentar e nutricional, e também a contribuição para o debate público de ações e políticas públicas que tenham interação com a Segurança Alimentar e Nutricional. (Com Rede Penssan)

Alerta ao PT

Nas redes sociais, o professor Joel Almeida, ex-presidente do Sintese, critica a disputa interna no PT, que ele considera como ‘fraticida’ entre as principais lideranças do partido no estado – o senador Rogério Carvalho, o deputado federal João Daniel, o ministro Márcio Macêdo e Eliane Aquino, secretaria Nacional de Renda de Cidadania do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. O texto de Joel:
“É inadmissível que um partido feito o PT, que acabou de eleger um presidente da república numa eleição tão difícil, com lideranças como Rogério, Daniel, Márcio e Eliane, todos quatro bem postos no cenário nacional e estadual, não tenham a condição de sentar e chamar o partido pra discutir os rumos do PT em Sergipe. Não há como prosperar nenhuma tomada de poder em Sergipe com essa disputa fraticida, envolta a um egoísmo e vaidade absolutas.
O PT pode ter candidatura em Aracaju com força pra ir pro segundo turno, e pode fazer prefeitos em outros municípios… Mas estamos vendo Edvaldo querer impor a candidatura de Luís Roberto, (quem é Luís Roberto?), Fábio deixar Zezinho Sobral de standy by e André Moura amaciar a filhota Yandra Moura. E o PT vive de notinha de articuladores e blogs monetizados pra expressar o ódio do momento, seja de Márcio, Rogério ou Daniel.
As alianças com a direita ou não rondam no PT há ‘trocentos’ anos, mas o PT abdicar de candidaturas próprias num cenário tão difícil como esse, em que a direita detém a grande maioria das prefeituras, dos estados e do congresso nacional, é suicídio político. Só um gigante como Lula ainda consegue fazer girar esse país num cenário tão caótico.
É importante e urgente um encontro do PT. É importante que petistas históricos e mais novos tentem conversar com Rogério, Daniel, Márcio e Eliane. Respeito quem queira adotar posição A ou B nessa batalha de ego. Mas não podemos contribuir pra essa autofagia. Se ainda estamos no PT, se votamos em Rogério, em João Daniel e em Márcio, nos sentimos com autoridade pra cobrar deles e dela um novo posicionamento, mesmo que não ouçam ou finjam que ouviram. Queremos votar nos petistas, seja pra prefeito, seja pra governador, ou então a direita, cada vez mais inchada, vai nos esperar na esquina”.

Economia cresce

O governador Fábio Mitidieri apresentou dados indicando o crescimento da economia sergipana. Destacando a modernização da legislação tributária, exemplificada pelo programa “Amigo da Gente”, e o aumento de 10% na arrecadação do ICMS, além da antecipação do salário do funcionalismo público, Mitidieri enfatizou os “sólidos índices alcançados pela gestão”.
As informações foram compartilhadas durante uma entrevista de balanço do primeiro ano de governo, concedida nesta sexta-feira (28), ao apresentador Narcizo Machado, do Jornal da Fan. Para ele, esses dados refletem os esforços para promover um ambiente econômico próspero em Sergipe.

Vagas na UFS

A Universidade Federal de Sergipe divulgou o termo de adesão ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2024. No processo seletivo cujas inscrições serão abertas em data a ser definida pelo Ministério da Educação (MEC), a UFS ofertará 5.640 vagas.
As vagas referem-se a 108 opções de curso distribuídos entre os campi de São Cristóvão, Aracaju, Itabaiana, Laranjeiras, Lagarto e Nossa Senhora da Glória. Apenas para os cursos de Letras Libras e Música haverá vestibular próprio, porque possuem provas de aptidão específicas.
Do total de vagas, 2.606 são para ampla concorrência, 108 para ações afirmativas e 2.926 para lei de cotas – destas últimas, 105 foram reservadas à população quilombola, pela primeira vez.

Novo mínimo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou assinado o decreto que reajusta o piso salarial para R$ 1.412 antes de viajar para a base naval da Restinga da Marambaia (RJ), onde passará o Réveillon. O novo piso representa um aumento de R$ 92 ante ao valor atual (R$ 1.320). Do valor acrescido – reajuste de 6,97% – são R$ 41 de ganho real, ou três pontos percentuais acima da inflação do período.

Jornalistas

O mercado de trabalho formal para jornalistas no Brasil encolheu 21,3% no intervalo de nove anos. Em números absolutos, a categoria saiu de 60.899 empregos celetistas, em 2013, para 47.900 postos com carteira assinada, em 2021, último ano da série histórica.
É o que mostra estudo elaborado pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) para a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), com base nos dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Raspadinha

Quatro anos após o governo federal tentar conceder à iniciativa privada o direito de explorar comercialmente a Lotex, loteria instantânea popularmente conhecida como “raspadinha”, o Ministério da Fazenda voltou a autorizar a Caixa a retomar o serviço.
Uma portaria do Ministério da Fazenda publicada no Diário Oficial da União de quinta-feira (28), autoriza o banco estatal a explorar a Lotex por dois anos, “em caráter transitório”. O prazo passa a vigorar a partir da emissão dos primeiros bilhetes do produto e pode ser prorrogado.

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