Segunda, 26 De Fevereiro De 2024
       
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8 de janeiro: o esforço para reconstruir o STF após invasão


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Publicado em 09 de janeiro de 2024
Por Jornal Do Dia Se


Trabalho, esforço e dedicação. Essas palavras resumem o trabalho das equipes do Supremo Tribunal Federal após o cenário de devastação deixado pelos atos antidemocráticos 
de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Os profissionais atuaram prontamente para viabilizar a retomada das atividades na Casa e recuperar objetos e ambientes danificados na invasão.
Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 2007, o edifício-sede do Supremo é um dos cartões postais de Brasília, cidade declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco em 1987. O prédio principal é parte do conjunto arquitetônico projetado por Oscar Niemeyer para a Praça dos Três Poderes.
Logo após o atentado e da perícia nos locais atingidos, as equipes de limpeza, arquitetura, conservação e restauração, entre outras, iniciaram imediatamente os trabalhos de recuperação do Plenário. A força-tarefa foi necessária para viabilizar a abertura do Ano Judiciário, em 1º de fevereiro do ano passado.
Foi uma corrida contra o tempo para restaurar mobiliário e outros itens do local. Os serviços começaram com os objetos localizados no térreo, onde estão o Plenário, o Salão Branco e o Hall dos Bustos.
Alguns objetos permaneceram, propositalmente, sem restauração. Como forma de documentar e proporcionar a reflexão sobre a gravidade do atentado, o STF criou pontos de memórias com as marcas da violência. O objetivo é que os fatos vivenciados sejam parte da memória institucional do Supremo, para que o episódio jamais seja esquecido tampouco se repita.
Ainda em janeiro de 2023 foi criada a campanha #DemocraciaInabalada, com peças publicitárias veiculadas em canais de televisão e na internet e postagens nas redes sociais do Tribunal. Em agosto, foram lançados um documentário e um livro sobre o tema. Desde maio, o Museu Ministro Sepúlveda Pertence também abriga uma instalação com imagens e vídeos com registros da destruição.
Os itens do acervo histórico e artístico danificados foram recuperados pelo Laboratório de Restauro do STF. Logo após a perícia, a equipe de restauradores realizou um salvamento inicial das peças, para interromper a deterioração causada pela exposição à água, ao pó dos extintores de incêndio e à luminosidade inadequada. Também foram recolhidos e separados fragmentos das obras.
A restauração envolveu obras de arte, mobiliário, presentes de chefes de Estado estrangeiros e objetos em geral. Entre as peças restauradas estão itens simbólicos do acervo, como o Brasão da República, a escultura em bronze “A Justiça”, de Alfredo Ceschiatti e o quadro “Os Bandeirantes de Ontem e de Hoje”, do artista plástico Massanori Uragami.
As etapas seguintes abrangeram o Salão Nobre, os gabinetes da Presidência e da Diretoria-Geral e outras áreas do prédio principal.
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