Dívidas com fornecedores da FHS serão investigadas

Diretores da Fundação Hospitalar de Sergipe admitiram ontem que partir desta quarta-feira, 31, por falta de pagamento, a alimentação dos funcionários de todos os hospitais do Estado será suspensa. Somente os pacientes ficarão com o serviço garantido, isto somente até o dia 4 de novembro, data em que vence o aviso prévio dos 211 funcionários da Dall e 86 da Nutrisabor.

A fundação o órgão informou por meio da assessoria de Comunicação, que não há suspensão no fornecimento. A empresa Nutrisabor pediu distrato por não ter sido contemplada em um pedido de realinhamento de preço no prazo desejado. Já a Dall não notificou a FHS objetivando cancelamento de contrato. A Fundação Hospitalar de Saúde esclareceu ainda que não haverá desassistência ou descontinuidade na prestação do serviço.

Inspeção – As recentes notícias veiculadas na mídia sergipana a respeito da dívida da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS) com a empresa Nutrisabor Assessoria e Alimentos, levaram o procurador-geral do Ministério Público de Contas, José Sérgio Monte Alegre, a propor ao colegiado do Tribunal de Contas do Estado (TCE) a realização de uma inspeção extraordinária.

"É uma notícia preocupante. Essa empresa fornecedora de alimentos a hospitais já demitiu quase 80 empregados e agora ameaça suspender o fornecimento da alimentação por falta de pagamento", ressaltou o procurador na sessão da última quinta-feira, 25, antes de propor uma inspeção extraordinária na Fundação Hospitalar para verificar especificamente os contratos alusivos à empresa.

Responsável por fornecer alimentos aos hospitais de Itabaiana, Lagarto, Tobias Barreto e Nossa Senhora do Socorro, e ao Centro de Referência de Epidemias de Aracaju, a Nutrisabor alega que o débito chega a R$1,5 milhão. "Não há empresa desse porte que tenha capital de giro para suportar essa situação", complementou Sérgio Monte Alegre.

O procurador-geral lembrou ainda que a Lei de Licitações dá à empresa o direito de suspender o serviço após três meses de atraso no pagamento das faturas. "Entrei em contato com a direção da Fundação Hospitalar, que reconheceu que há débito, mas que estão estudando, vendo o que é possível fazer. Enfim, é uma situação de absoluta urgência", concluiu.

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