Cândida Oliveira
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Os mais de 10 mil servidores da Prefeitura de Aracaju podem ficar sem receber o salário de janeiro, dentro do próprio mês, como vem acontecendo nos últimos 12 anos. A notícia divulgada ontem, segunda-feira, pelo futuro secretário de Finanças, Nilson Lima, pegou muitos trabalhadores e sindicalistas de surpresa.
Segundo ele, hoje não há dinheiro suficiente para assegurar o pagamento em janeiro e que desde o mês de maio de 2012 o Município não paga precatórios. O secretário também afirma que não foi encontrado dinheiro em caixa suficiente para pagar as despesas de janeiro, primeiro mês da administração do prefeito João Alves Filho (DEM). "Há descompasso entre a receita e a despesa. Por isso, não há como afirmar com segurança que toda a folha será paga este mês", disse.
Em uma emissora de rádio também ontem o secretário de Comunicação de Aracaju, Carlos Batalha, avaliou em 90% a possibilidade de pagamento dos salários este mês. Ele assegurou ainda que já foram comprovadas dividas que chegam a R$ 123 milhões. Ele afirmou ainda que só na comunicação foi deixado um débito acima de cem mil reais. Sobre os salários dos servidores, Batalha explicou que se o pagamento tivesse que ter sido feito hoje (ontem), isso não seria possível.
Carlos Batalha diz ainda que R$ 80 milhões já estão empenhados. Ainda segundo ele, na saúde a situação é pior. Ele diz que tudo deverá ser esclarecido dentro dos próximos dias, quando o secretario Nilson Lima irá expor toda a situação financeira do município.
Sindicatos – O presidente do Sindicato dos Guardas Municipais de Aracaju, Denis Frutuoso, é enfático ao dizer que a prioridade deve ser o pagamento dos servidores municipais. "Sabemos que existem dívidas, mas sabemos também que há dinheiro, então, nós enquanto categoria, não podemos ficar sem receber nosso salário, trabalhamos por ele". Segundo ele, hoje existem aproximadamente 300 guardas municipais.
A presidente do Sindicato dos Profissionais de Ensino do Município de Aracaju, Vera Maria Oliveira Santos, disse que espera que na responsabilidade que cabe a todo homem público, não permita que se inicie o clima de intranquilidade entre os servidores aracajuanos. "Os mais de 2 mil servidores ativos e inativos da educação, nos últimos 12 anos recebia seu salário religiosamente em dia, então apelamos ao prefeito João Alves que ele venha a público e tranquilize o servidor", pediu.


