Praia dos Artistas continua oferecendo perigo a banhistas

A área da Praia dos Artistas continua oferecendo perigo para quem frequenta o local, situado no bairro Coroa do Meio, zona Sul de Aracaju. Na manhã do último sábado, 12, dois turistas de São Paulo se afogaram no lugar, mas conseguiram ser salvos pelo Corpo de Bombeiros.

Pai e filho, de 53 e 15 anos, foram resgatados pelo Grupamento Marítimo do Corpo de Bombeiros (GMar) por volta das 10h40, e encaminhados à Unidade de Pronto Atendimento Fernando Franco, no Conjunto Augusto Franco, onde ficaram em observação no setor de estabilização e depois liberados.

De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, a vítima de 53 anos foi retirada inconsciente do mar. Já o adolescente, que se afogou ao tentar salvar o pai, foi retirado consciente, pois teve um afogamento de grau 2. Uma ambulância do Corpo de Bombeiros fez a remoção das vítimas até a unidade de saúde. Segundo informações do hospital, pai e filho passam bem e estão em fase de estabilização.

A Praia da Coroa do Meio ou Praia dos Artistas é considerada a quarta praia de foz de rio mais perigosa do Brasil. O dado é do último ranking elaborado em 2000 pelos Grupamentos Marítimos dos Bombeiros de todo o país. O motivo da classificação é um canal de seis metros de profundidade logo na margem da água. Esse desnível é causado pela correnteza do Rio Sergipe que desagua no mar.
Em 2012, segundo o major Miguel Pereira Filho, do Corpo de Bombeiros Militar (CBM), das cinco mortes por afogamento no litoral de Aracaju, três foram registradas no local.

No mesmo período, os bombeiros retiraram mais de 300 pessoas de locais considerados de risco em Aracaju. "Diariamente, uma equipe vistoria o litoral da capital para instalar placas móveis de perigo. Isso é necessário porque os valões [buracos] são formados em locais diferentes e dependem de diversos fatores como maré e correnteza", explica o major. Entre os locais que exigem mais atenção do banhista estão as praias da Coroa do Meio, a da Atalaia (em frente aos Arcos da Orla), Hawaizinho e Aruana
Apesar das placas de perigo fixadas no local, muita gente não presta a atenção e acaba se arriscando. Neste ano já foram duas vítimas fatais em rios.

Carlos Sérgio Bento Filho, também de São Paulo, está com a família pela primeira vez na capital sergipana. Eles não viram as placas de aviso nem a presença de guarda-vidas no local. "Nem percebi, bom saber para ter cuidado principalmente com as crianças", diz surpreso. Ainda de acordo com o Corpo de Bombeiros, foram registrados 44 afogamentos no estado de Sergipe no ano passado.

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