Folclore em destaque na Feira de Sergipe

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br

A décima quarta versão da Feira de Sergipe ocupa a Praça de Eventos da Orla de Atalaia até o próximo dia 27 de janeiro. Até lá, a cultura sergipana, nosso artesanato, folclore e música, será apresentada com a devida pompa.

A cultura local tem lugar garantido na programação da Feira de Sergipe, com destaque para os grupos folclóricos e artistas da terra. A expectativa é que um público superior a 100 mil pessoas, entre turistas e sergipanos, visite a Praça de Eventos da Orla de Aracaju durante o evento. A realização é do Sebrae, apoio Governo do Estado, Prefeitura de Aracaju e Santander.

Grupos folclóricos – Uma dança acompanhada de cânticos. A origem é africana, mas com forte influência indígena. A marcação do ritmo é forte, feita através dos sapateados e das palmas, é assim o Samba de Coco São Benedito, de Nossa Senhora do Socorro. O grupo subiu ao palco no oitavo dia da Feira de Sergipe e atraiu um grande público.

A origem do Samba de Coco está ligada à formação dos quilombos. Os negros que fugiam das senzalas se reuniam em locais distantes – quilombos, e para passar o tempo ocioso cantavam enquanto praticavam o ritual da quebra do coco, retirando a ‘coconha’ (amêndoa), para o preparo dos alimentos. No Samba de Coco, o tirador do coco, também chamado de coqueiro, é quem puxa os versos, que são respondidos pelo coro dos participantes. Os versos podem ser tradicionais e improvisados e aparecem nas mais variadas formas, quadras, sextilhas, décimas, etc.

No Samba de Coco o canto é marcado pelos instrumentos de percussão: cuícas, pandeiros, ganzás, bombos, tambores, chocalhos, maracas e zabumbas que acompanham a sanfona. A indumentária é simples. As mulheres usam vestidos estampados, com saias rodadas e cinturas marcadas, e os homens, calças comuns e camisas identicamente estampadas. Nos pés, usam tamancos de madeira que ajudam a sonorizar o ato da pisada no chão.

Depois, foi a vez da apresentação do Cacumbi de Juarez, da cidade de Itaporanga D’Ajuda. Os 25 componentes dançaram ao comando do Mestre e Contra-Mestre. O componente mais idoso é o Mestre Juarez Pinheiro, que está com 79 anos e o mais jovem tem seis anos. "A tradição passa de pai para filho, eu herdei da minha família e só muito amor faz a gente continuar", confidencia o Mestre.
Não se sabe ao certo a origem do Cacumbi, acredita-se que é uma variação de outros autos e bailados como Congada, Guerreiro e Reisado. O grupo é composto exclusivamente por homens, que vestem calça branca, camisa amarela e chapéus enfeitados com fitas, espelhos e laços. Só o Mestre e o Contra-Mestre usam camisas azuis. O ritmo é forte, o som marcante e o apito coordena a mudança dos passos. Os instrumentos que acompanham o grupo são: cuíca, pandeiro, reco-reco, caixa e ganzá.
A Feira de Sergipe ainda reserva boas surpresas aos visitantes. Confira a programação de mais uma noite de festa:

17/01 – QUINTA-FEIRA
18:00 – Reisado Estrelinha do Nordeste
19:00 – Grupo Cultural Embaixada das Artes – "Samarica Parteira"
20:00 – Quadrilha Junina Toda Arretada
21:00 – Kleber Melo e o Forró do Alevante

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