Cesta básica de Aracaju sobe mais de 13%

Aracaju registrou, no mês passado, a segunda maior elevação do país nos preços da cesta básica: 13,59%. Apesar disso, a capital sergipana possui a cesta mais barata entre as 18 cidades pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). De fevereiro de 2012 a janeiro último, os produtos de consumo básico comercializados em Aracaju sofreram um reajuste de 23,38%, o terceiro maior do país.

Em janeiro de 2013, São Paulo continuou a capital com o maior valor para a cesta básica (R$ 318,40). Com base no custo apurado na capital paulista, no mês passado o menor salário pago deveria ser de R$ 2.674,88, ou seja, 3,95 vezes o mínimo de R$ 678,00, que entrou em vigor a partir de janeiro. Para chegar a este valor o Dieese levou em conta a determinação constitucional estabelecendo que o salário mínimo deve suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

Com o aumento nominal de 9% no valor do salário mínimo desde 1º de janeiro, para comprar os gêneros alimentícios essenciais, o trabalhador remunerado pelo piso nacional precisou realizar, na média das 18 capitais pesquisadas, jornada de 92 horas e 17 minutos. Este tempo é inferior às 93 horas e 54 minutos exigidas em dezembro passado. Em relação, a janeiro de 2012 – quando a pesquisa era feita em 17 localidades – a jornada exigida foi maior. Naquele mês eram necessárias 87 horas e 06 minutos.

Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em janeiro deste ano, 45,59% de seus vencimentos para comprar os mesmos produtos que em dezembro de 2012 demandavam 46,39%. Em janeiro de 2012, o comprometimento do salário mínimo liquido com a compra da cesta equivalia a 43,03%.

Em janeiro, o vilão dos aumentos na capital sergipana foi o tomate (104,92%), tendo também chamado a atenção os reajustes praticados nos preços do arroz (14,17%), da banana (33,29%) e do leite natural (3,01%). O valor da farinha de mandioca e do feijão, encontrados nas feiras livres de Aracaju por R$ 5,00, em média, é justificado pelo Dieese: "Os preços destes produtos vêm sendo pressionados pela quebra na produção devido à seca que afeta o semiárido nordestino, tido como importante região produtora destes dois gêneros alimentícios.

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