Milton Alves Júnior
Com uma reduzida quantidade de vagas em escolas públicas em Aracaju, pais e responsáveis de crianças e adolescentes estão tendo que enfrentar longas filas em alguns bairros da zona norte da capital para conseguir uma matrícula. Como se não bastasse o sol quente e o desconforto das calçadas, populares ainda tendem a lidar com a venda ilegal de espaços nas filas. Sem qualquer tipo de fiscalização por parte da Secretaria Municipal de Educação (Semed), ou direção das instituições de ensino, essa prática ilegal é realizada tranquilamente e revolta a maioria dos pais.
Na tentativa de amenizar a preocupação por parte dos pais, a Prefeitura de Aracaju, através da Semed informou que nenhum aluno ficará longe das salas de aula. Aqueles que não conseguirem vaga na escola que desejam, serão matriculados em outras instituições administradas pelo município. "O problema existe, mas estamos fazendo de tudo para que ninguém fique longe das escolas e consequentemente prejudique a respectiva educação. Para isso veículos para transportar os alunos de um bairro para outro foram disponibilizados, e caso a demanda seja ainda maior, estudaremos alternativas para esses jovens", declarou o representante da Semed, Pedro Rocha.
Atualmente, no bairro São Carlos, a escola Oviedo Teixeira conta apenas com 135 vagas. Algumas séries não possuem mais vagas, por isso é importante o candidato questionar junto à direção se existe a vaga desejada antes de enfrentar fila. Questionado sobre as vendas de vagas, Pedro Rocha disse que até o momento nenhuma denúncia oficial foi protocolada na instituição, ou na Semed. "Esse tipo de problema é novo para nós, mas iremos apurar a veracidade dessa denúncia para que, caso seja comprovada, sugerimos que os próprios pais acionem a presença de agentes da Polícia Militar", pontuou.
Segundo informações apresentadas por populares, a depender do posicionamento na fila, as senhas estavam sendo vendidas entre R$ 30 e R$ 50. De acordo com José Rinaldo, a prefeitura deve atuar rigorosamente para acabar com esse tipo de comércio. "Estamos precisando do apoio da prefeitura. Chamar a polícia não vai adiantar porque assim que ela for comunicada, o comerciante dessas senhas terá muito tempo pra sair daqui. A presença de um representante da escola ou secretaria de educação aqui na fila seria o fundamental", alegou o pai de uma estudante.
As matrículas que tiveram início na manhã de ontem, seguem até que todas as vagas sejam devidamente preenchidas. Até o final da tarde de ontem, mais de 80% já haviam sido reservadas.


