Os servidores do Hospital José Franco Sobrinho, que prestam serviço a Orbra Serv, reclamam que a empresa não vem cumprindo com as obrigações trabalhistas. Essa denúncia foi feita aos diretores do Sindicato dos Trabalhadores da Área da Saúde de Sergipe (Sintasa), que visitaram ontem a unidade de Saúde. Os trabalhadores não receberam o salário de janeiro, vale transporte de dezembro foi entregue de 15 dias apenas, e não houve pagamento das horas extras e feriados.
Outra reclamação comum é o assédio moral constante, uma vez que quando os trabalhadores vão reclamar dos salários atrasados recebem ameaça de demissão tanto por telefone como via SMS, como comprovado pelo Sintasa. O desvio de função é outro ponto que vem acontecendo. Só para se ter ideia, o porteiro tem feito à função da ouvidoria, que, diga-se de passagem, recebe muitas anotações. No hospital, ficou constatada ainda a falta de esparadrapo, luvas, escalpe, soro e alguns remédios.
"Vamos tomar as devidas providências em relação ao abuso de poder, de autoridade, de quem administra a empresa Orbra Serv, e também dos gestores do hospital. Nós estamos de olho. Vamos fazer visitas em todas as instituições hospitalares e unidades básicas de Saúde deste estado. Queremos sempre melhores condições de trabalho e salário digno", disse a diretora do Sintasa, Maria das Graças, que foi acompanhada pelos diretores João Wadson e Maria Edite.
A Orbra Serv é responsável pelos serviços no hospital desde o dia 4 de dezembro, segundo informações dos próprios servidores. E um problema semelhante vem acontecendo entre essa empresa e os trabalhadores terceirizados de informática lotados na saúde de Salvador, que estavam sem receber salário até o início deste mês, conforme dados obtidos pelo site do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas e Órgãos de Processamento de Dados, Serviços de Informática e Similares do Estado da Bahia (Sindados).


