Nome verdadeiro: Norma Jean Mortenson.
Nascida em Los Angeles, no dia 1º de junho de 1926.
Marilyn cresceu em lares adotivos, pois a mãe vivia internada numa instituição destinada a doentes mentais e ela nunca chegou a conhecer o pai. Para escapar de sua vida infeliz, tentou um primeiro casamento, aos 16 anos, com Jim Dougherty, jovem mecânico de avião. O casamento durou quatro anos, ao fim dos quais Marilym já posava como modelo.
Sua estreia foi no filme "Scudda-Hoo! Scudd-Hoo!", mas a parte em que aparecia foi deletada na edição, e ela só foi vista pra valer nas telas em 1948, no longa "Dangerous Years".
Quem mais promoveu sua carreira foi Johnny Hyde, com quem se recusou a casar, mesmo quando ele lhe ofereceu um milhão de dólares, na época uma grande fortuna. Parece até que o bacana queria comprar uma escrava branca para satisfazer suas fantasias sexuais.
Apesar de ter chamado a atenção em alguns outros filmes, seu primeiro papel importante foi em 1952, no longa "O Inventor da Mocidade", com Cary Grant.
O apertadíssimo e sensual vestido vermelho de Marilyn, tornou-a famosa no mundo inteiro, em "Torrentes de Paixão" ("Niágara"), quando grupos de pseudos-moralistas começaram a se queixar da sexualidade da deusa platinada. Gritaria maior estaria por vir quando descobriram a foto de um calendário para o qual a estrela havia posado completamente pelada. E escandalosamente linda como uma divindade grega. Mas "Os Homens Preferem as Louras" provaria definitivamente o seu talento de comediante incomparável.
Em 1954, MM casou-se com Joe Di-Maggio, grande ídolo do beisebol, de quem se divorciou dez meses mais tarde. Depois de estudar no famoso Actors Studio (por onde passaram talentos como Marlon Brando, James Dean, Montgomery Clift e tantos outros), trabalhou numa interessante versão cinematográfica da peça "Bus Stop", que aqui no Brasil recebe o nome de "Nunca Fui Santa". Uma excelente comédia onde a atriz esteve impecável.
Em 1956, casou-se com o cultuado teatrólogo Arthur Miller.
Após uma experiência não muito bem sucedida com Laurence Olivier – "O Príncipe Encantado" – fez aquele que muitos consideram o seu melhor filme, "Quanto Mais Quente Melhor". Dirigida por Billy Wilder, o mestre da comédia, e contracenando com Tony Curtis e Jack Lemon numa química mais que perfeita, Marilyn teve um desempenho inquestionavelmente antológico.
Sua última aparição nas telas foi em "Os Desajustados", realizado em 1961, com deslumbrante fotografia em preto-e-branco e sob a direção de John Huston e roteiro do marido dela, Arthur Miller. Esse foi também – trágica coincidência – o último filme de Clarck Gable e um dos últimos do genial Montgomery Clift.
Miller e Monroe se divorciaram em janeiro de 1961 e, em agosto do ano seguinte, ela foi encontrada morta na cama, vítima – segundo suposições nunca comprovadas – de uma dose excessiva de barbitúricos.
Cogita-se até hoje, que a maior estrela do cinema de todos os tempos teria sido assassinada pelos Kennedys. O certo é que a morte de Marilyn Monroe jamais será devidamente esclarecida. Por razões óbvias.
Foram filmes importantes na carreira da atriz, além dos já citados:
"Como Agarrar um Milionário", de Jean Negulesco (1953); "O Rio das Almas Perdidas", de Otto Preminger (1954; "O Pecado Mora ao lado", de Billy Wilder (1955).
(Resumo do capítulo número 1 do meu livro inédito "101 Ícones do Cinema que Nunca Sairão de Cena")


