Depois de quase 30 anos, PMA desativa lixão

Foram necessários 30 anos para que, enfim, fosse tomada a decisão que já começou a mudar a realidade do povo aracajuano. O lixão do Santa Maria foi desativado no último dia 16 e as consequências desse ato já podem ser sentidas, principalmente para os moradores do bairro localizado na Zona Sul da capital sergipana.

Todo o processo que culminou com a desativação do aterro controlado passou por um longo e demorado processo judicial movido pelo Ministério Público Estadual e Federal durante três décadas. Enquanto o tempo passava, um volume grandioso de dejetos foi construindo um cenário de insatisfação e descaso humano, sobretudo, para com os catadores de lixo que trabalhavam em condições cruéis.

Após tanto tempo de impasses judiciais, a Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA) venceu a causa. Agora, todo o dejeto, que antes era depositado no aterro controlado, passou a ser levado para uma Unidade de Transbordo em Nossa Senhora do Socorro e, posteriormente, o lixo segue para o aterro Sanitário em Rosário do Catete.

Sendo um dos maiores causadores do aquecimento global, o lixo é responsável por produzir um dos gases mais letais que existe para o meio ambiente, que é o metano, considerado pior até mesmo que o gás carbônico. Além disso, o acúmulo do lixo é responsável por uma boa parte de doenças transmitidas por pragas, insetos ou animais que se alimentam do lixo como, por exemplo, leptospirose, dengue, malária, entre outras enfermidades.
"Com essa criação, nossa capital deixa de depositar seus resíduos em locais indevidos e leva para um ambiente propício. Todo encaminhamento e segurança técnica foi executada de forma eficiente, e isso trará benefícios para os municípios envolvidos e para o meio ambiente, como um todo. Isso, de forma direta, beneficia, principalmente o cidadão aracajuano", afirmou Genival Nunes, secretário Estadual do Meio Ambiente.

Além de atender a um velho apelo do aracajuano, a desativação do lixão atende um pedido de socorro do meio ambiente. Com a desativação do lixão, a capital sergipana é uma das que cumpriu, antes mesmo do término do prazo, a lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) a qual, criada em 2010, determina disciplina na coleta, no destino final e no tratamento de resíduos urbanos, perigosos e industriais, entre outros. Essa lei estabelece metas importantes para o setor, como o fechamento dos lixões até 2014.

Compartilhe esta notícia