Kátia Azevedo
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Merendeiros, vigilantes, operadores de serviços básicos e oficiais administrativos da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão do Estado de Sergipe (Seplag) lotados no Centro de Atendimento ao Cidadão (CEAC) retomaram as atividades ontem, 17, após 31 dias de paralisação. Na quarta-feira, 12, a categoria decidiu em assembleia geral em frente ao Palácio dos Despachos suspender temporariamente a greve.
Com a greve, os serviços mais afetados foram de limpeza e alimentação nas escolas, problema que chegou a motivar a suspensão de aulas em alguns estabelecimentos de ensino. Outro setor atingido foi o atendimento no CEAC. A categoria reivindica melhores salários e valorização da carreira.
Ontem, no primeiro dia do reinicio de atividades, a diretoria do sindicato fez uma análise da retomada dos serviços. "A expectativa é que até esta terça-feira os serviços já estejam normalizados tanto nas escolas como nos centros de atendimento", ressaltou Diego Menezes e Araújo, secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Públicos de Sergipe (Sintrase).
Ele disse que a categoria saiu vitoriosa da paralisação, que fortaleceu a luta dos trabalhadores e demonstrou a importância que os mesmos possuem para a operacionalização dos serviços oferecidos pelo governo. "É bom lembrar que a greve não acabou e pode ser retomada a qualquer momento caso o governo não cumpra o acordo", avisa.
De acordo com o sindicato, mais de 80% dos servidores decidiram suspender temporariamente a paralisação. O estado de greve permanecerá até o dia 31 de agosto, data-limite apresentada pelo governo para implantação de comissões de discussões de planos de carreira e no mês de setembro assim que sair o resultado do quadrimestre começar de forma gradativa a implantação do Plano de Carreira, Cargos e Remuneração (PCCR).
A categoria optou pela implantação do plano em substituição ao reajuste linear considerando que a base salarial da categoria é de um salário mínimo, o que traria um ganho real nos salários. Com o plano, os profissionais querem mudanças a partir da valorização salarial e definições de função e carreira dentro da administração pública.
Atualmente, são mais de 15 mil funcionários públicos da administração direta estadual. Segundo o Sintrase, os servidores que operacionalizam serviços básicos e administrativos do estado recebem em média um salário liquido em torno de R$ 488.
Na tarde da última terça-feira, 11, o governo recebeu a diretoria Sintrase e discutiu a possibilidade de implantação do PCCR dos profissionais. Durante a reunião, Jackson Barreto reforçou a inviabilidade de reajuste por causa do limite prudencial e por conta da Lei de Responsabilidade Fiscal, ficando acordado o compromisso de retomar a negociação em agosto.
A proposta do governo é esperar o resultado do quadrimestre, que é fechado no mês de agosto, para só então retomar a discussão sobre o plano dos servidores. Outra garantia dada por Jackson Barreto é que os servidores da administração geral serão a primeira categoria a ser convocada para a mesa de negociação após o fechamento do período sugerido para uma nova conversa com a categoria.


